Romero

Romero em ação pelo Corinthians (Foto: Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress!)

LANCE!
30/12/2018
07:35
São Paulo (SP)

A quarta temporada do paraguaio Angel Romero no Corinthians foi um exemplo clássico de céu ao inferno. No primeiro semestre, o atacante deu sequência à sua trajetória vitoriosa no clube, sendo peça importante na conquista do Campeonato Paulista e ostentando recorde. Já no segundo semestre, o gringo caiu de produção com o time e passou de artilheiro a dono de um jejum incomum para um atacante.

Admirado pelo técnico Fábio Carille por sua entrega e disciplina tática em campo, Romero iniciou o ano como titular, mesmo com o jovem Pedrinho, xodó da torcida, buscando espaço. Perdeu essa condição na semifinal do Estadual e iniciou no banco no primeiro jogo da final contra o Palmeiras. Mas entrou no jogo e se garantiu para o confronto decisivo, que definiu o título na casa do rival. No duelo no Allianz Parque, teve participação decisiva na marcação pelo lado direito, onde atua Dudu, a principal arma palmeirense. O título lhe rendeu o posto de estrangeiro mais vencedor da história do Corinthians, empatado com o colombiano Freddy Rincón com quatro títulos.

Com a saída de Carille, Romero continuou com participação importante e viveu sua melhor fase na temporada sob o comando de Osmar Loss. Entre o dia 18 de julho e 1 de agosto, ele marcou sete gols em oito partidas e virou sensação, atuando como um falso 9. Mas parou por aí. Daquele 1 de agosto na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense pela Copa do Brasil, Romero não marcou mais.

A seca gerou questionamentos ao atacante, que seguiu bancado por Jair Ventura, mas depois também acabou perdendo lugar para a ascensão de Pedrinho e Mateus Vital. Romero terminou o ano em baixa, assim como o Timão que brigou contra o rebaixamento.

Ao todo, o atacante disputou 62 jogos e marcou 12 gols em 2018. Vai melhorar com o retorno de Carille, que é entusiasta de seu futebol? Isso é o que o gringo espera, enquanto ainda vive a novela pela renovação de seu contrato. Ele tem vínculo até julho de 2019 e no início do ano poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe. Vai viver seus últimos momentos de Corinthians ou vai usar a volta de Carille para se reerguer e conseguir estender sua trajetória?