Presidente do Conselho do Corinthians justifica expulsão de Andrés Sanchez: 'Conduta'
Leonardo Pantaleão afirma que a medida foi baseada na apuração dos fatos e nas provas reunidas no processo

- Matéria
- Mais Notícias
O presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Corinthians, Leonardo Pantaleão, explicou o procedimento que levou à expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro associativo do clube. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (25).
➡️ Tudo sobre o Timão agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Corinthians
Na votação do conselho do Corinthians, Andrés Sanchez recebeu 112 votos a favor da expulsão, 49 contrários e seis abstenções, totalizando 167 participantes. O ex-cartola não compareceu e foi representado por três advogados durante a reunião.
— Foi uma votação democrática, mais uma vez, como tem que ser. As opções existentes foram apresentadas ao Conselho e foi lido o parecer da Comissão de Ética. Também foi dada a oportunidade, pelo mesmo tempo, para a defesa de Andrés Sanchez fazer seus apontamentos. Logo na sequência, tivemos a votação e os conselheiros, de uma maneira geral e por maioria, entenderam que o desligamento do quadro associativo era a punição adequada em razão daquilo que ficou apurado durante a instrução — disse Pantaleão ao término da reunião.
As acusações envolvem R$ 480 mil gastos com o cartão corporativo do clube entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, durante o terceiro mandato de Andrés Sanchez. O ex-presidente argumentou que utilizou o cartão do Corinthians por engano, após confundi-lo com o cartão pessoal, já que ambos são do mesmo banco. Além disso, a defesa argumenta que o Corinthians não possui regras internas específicas para regulamentar a utilização do cartão corporativo.
— Acho que o resultado exteriorizou a vontade da maior parte dos conselheiros. Isso deve ser aceito e considerado. Independentemente de a torcida desejar esse desfecho, foi uma decisão tomada com base no que de fato foi apurado no processo. Houve a utilização do cartão corporativo, algo que nem o próprio representado nega. Portanto, o que se julgou foi a conduta; não se avaliam valores ou qualquer outra coisa. A conduta adotada é que acabou gerando esse tipo de consequência — seguiu.
Momentos antes da votação, chegou a ser levantada, externamente, a possibilidade de uma punição parcial, como a suspensão por determinado período. Segundo Leonardo Pantaleão, no entanto, a alternativa foi recusada.
— Não houve nenhum levantamento específico sobre isso. No início, o Gobbi (ex-presidente do clube) questionou um pouco o fato de o parecer da Comissão de Ética não apresentar essas alternativas. Foi explicado a ele que o parecer é opinativo para uma determinada punição, fundamentado naquilo que se coletou dentro de todas as provas produzidas no processo. Portanto, a questão foi esclarecida, mas ninguém se levantou especificamente para debater a pena de suspensão — finalizou.

Protesto antes da decisão
A votação para o afastamento do dirigente foi fechada ao público. Do lado de fora, porém, torcidas organizadas do Corinthians convocaram uma manifestação.
Os membros das torcidas organizaram protestos antes do início da votação, marcada para 18h, e chegaram ao local por volta das 16h.
Entre faixas e cânticos de protesto, os torcedores chamavam Andrés Sánchez de "ladrão". Os presentes também cobravam os conselheiros e exigiam a expulsão do ex-presidente.
- "Ladrão, devolve o Coringão pro povão"
- "Ladrão, fora Andrés Sánchez, c***"
- "Não é mole, não, a expulsão do Andrés virou obrigação"
- "Ô conselheiro, presta atenção, chegou o dia, queremos expulsão"
🍀Aposte na vitória do Corinthians na disputa no Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
- Matéria
- Mais Notícias


















