Pior ataque do Brasileirão e baixa conversão: o que explica o Corinthians no Z4?
Derrota para o Botafogo expõe ineficiência: time fez só 14 gols no Brasileirão

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O Corinthians entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro nesta rodada após a derrota por 3 a 2 para o Botafogo. Em meio ao início do trabalho do técnico Fernando Diniz, a equipe busca melhora ofensiva e vê esse fator como uma das razões para a presença na degola da competição.
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Em 16 jogos, a equipe marcou apenas 14 gols e aparece entre os piores ataques da competição, desempenho que ajuda a explicar a permanência na zona de rebaixamento ao longo da tabela.
No Brasileirão, a equipe aparece atrás de Chapecoense e Grêmio, que têm 16 gols, enquanto Mirassol (17) e Vitória (18) apresentam números superiores na produção ofensiva.
Os números reforçam a dificuldade do time em transformar volume em efetividade. O Corinthians registra 11.2 finalizações por jogo, mas precisa de 12.8 chutes para balançar as redes. Além disso, a equipe soma apenas 19 grandes chances criadas em 16 rodadas.
No recorte coletivo, o Corinthians soma quatro vitórias, seis empates e seis derrotas, com aproveitamento de 37.5%. A equipe tem 53.1 toques em média para finalizar e 55.6 entradas no terço final por jogo, o que mostra presença ofensiva, mas sem conversão proporcional em gols. A posse de bola de 53.7% também indica controle em muitos momentos, porém sem impacto no placar.
O Corinthians também aparece entre os piores times do Brasileirão na conversão de grandes chances. A equipe tem aproveitamento de 26,3%, índice que a coloca ao lado de Mirassol (26,7%) e à frente apenas do RB Bragantino (22,9%) entre os piores do recorte. Palmeiras (30,4%) e Cruzeiro (31%) apresentam desempenho superior no fundamento.

Atacantes do Corinthians em baixa
O problema se agrava quando a análise chega às grandes chances individuais. Yuri Alberto, principal referência ofensiva, converte apenas 17% das oportunidades claras, enquanto nomes como Memphis Depay, Allan, Gustavo Henrique, Jesse Lingard e Vitinho ainda não conseguiram transformar suas chances em gols nesse recorte específico. Por outro lado, Matheus Bidu e Rodrigo Garro têm 100% de aproveitamento, mas com volume baixo de finalizações.
O contraste entre criação e finalização ajuda a explicar o cenário atual: o Corinthians consegue construir jogadas, ocupa o campo adversário e finaliza com frequência, mas falha na última decisão. Em um campeonato equilibrado, essa ineficiência tem custo alto e mantém a equipe pressionada na parte inferior da tabela.
— Incômodo muito grande. Primeira coisa que eu quis saber quando acabou o jogo foi se tínhamos entrado na zona. Sensação horrorosa, não podemos mais permitir o Corinthians estar nessa situação. É uma coisa desgostosa, muito ruim, pesa muito mesmo. A gente tem a obrigação de fazer tudo o que podemos fazer para sair e não voltar mais — disse Fernando Diniz após a derrota para o Botafogo.

Yuri Alberto encerrou um jejum de nove partidas sem marcar gol no dia 14 deste mês, ao balançar as redes na vitória sobre o Barra. Após a partida, o atacante destacou o esforço coletivo do time e o comprometimento do sistema defensivo.
— Estava me sacrificando pela equipe. Defensivamente melhoramos bastante, eu e Garro vamos precisar contribuir um pouco mais. Estou entrando nesse ritmo do Diniz. Devagar as coisas vão acontecendo. As oportunidades vão aparecendo e vamos criar mais. Jogo difícil, né? Sabíamos que eles viriam pro tudo ou nada. Tivemos algumas oportunidades, goleiro fez boas defesas — disse Yuri Alberto à Prime Vídeo.
Conversão de grandes chances
jogadores do Corinthians no Brasileirão 2026
- 100% - Matheus Bidu (1/1)
- 100% - Rodrigo Garro (1/1)
- 50% - Breno Bidon (1/2)
- 25% - Raniele (1/4)
- 17% - Yuri Alberto (1/6)
- 0% - Memphis Depay (0/1)
- 0% - Allan (0/1)
- 0% - Gustavo Henrique (0/1)
- 0% - Jesse Lingard (0/1)
- 0% - Vitinho (0/1)
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