Carlos Augusto

Carlos Augusto, lateral do Corinthians (Foto: Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Marcio Porto
09/11/2018
12:35
São Paulo (SP)

Das novidades do Corinthians para o clássico contra o São Paulo neste sábado, a que mais chama a atenção é a entrada do lateral-esquerdo Carlos no lugar de Danilo Avelar. Com 19 anos, o lateral é um dos mais jovens do elenco e recebeu apoio do técnico Jair Ventura antes do Majestoso. Nesta sexta-feira, Jair explicou a alteração e disse que Carlos vem pedindo passagem.

- Ele vem treinando bem, e nessa semana que passou, eu cedi ele para jogar contra o São Paulo, e ele foi muito bem no jogo, fez a jogada do gol. Vem pedindo passagem e vai ter sua chance. Jogador formado no clube, de Seleção, que ele possa fazer um grande jogo e a gente sair com a vitória - afirmou Jair, que ainda fez elogios às características do garoto.

- O Corinthians ficou famoso pelo equilíbrio dos laterais, aqui tem Alessandro, Fábio Santos, que foram campeões mundiais. Ele é esse jogador equilibrado. Ele não é esse fala ofensivo, vai na boa, é forte - disse. 

Jair ainda disse que conversou com Danilo Avelar antes de sacá-lo. O lateral veio da França e está emprestado até o meio do ano que vem, e vinha sendo contestado por parte da torcida.

- Eu só não converso quando boto no time, dar notícia boa não precisa. Mas sempre que tiro, sento e converso, principalmente quando tinha sequência. Não sou o dono da razão, e sempre falo. A conversa foi muito boa. Cara muito inteligente, está incomodado com a situação, e vai melhorar. Ele vai dar a volta por cima, torço, ele ainda está em adaptação. Muitos jogadores ainda estão nesse processo. A gente não descarta ele, até porque o Carlos tem ido para a Seleção. Vamos contar com ele, acabou sendo uma briga saudável - afirmou. 

Na entrevista desta sexta, Jair abordou outros temas, como os detalhes do clássico. Confira alguns trechos:

São Paulo é favorito?
Clássico. Se você olhar a tabela, São Paulo está em cima, a gente na parte média. Mas acho que quando começa é equilibrado, tem a força de nossa torcida, casa cheia como sempre, e é decidido em detalhes. Precisamos estar atentos, porque tem custado caro pra gente isso. Hoje só treinei bola parada. Não é falta de trabalho, treinamento, mas sim um pouco mais de concentração.

Detalhes do clássico
Muitos gols de bola parada mostram que é difícil fazer gol na gente de ataque posicional, nossa defesa tem ido bem nisso, mas estamos vacilando nas bolas paradas.

Tabu contra o São Paulo
Deixa maior responsabilidade. Há três jogos, a gente estava disputando uma final de Copa do Brasil. Temos de melhorar os números, vamos lutar para melhorar.

Sente-se ameaçado?
Todos os treinadores do mundo não estão garantidos em 2019. Eu iria ficar mais preocupado se ele dissesse que está prestigiado. Porque quando fala nisso, ou cai no mesmo dia, ou horas depois. Ele falou a verdade, tem os resultados. O Andrés está sempre aqui, ele é sincero, falou a verdade. Ele está vendo o dia a dia, tem o feedback do nosso trabalho. Os números não são bons, mas o trabalho está no início, sabíamos da dificuldade, não fujo das responsabilidades, números estão baixos, sim, mas é trabalhar.

Acha justo ser julgado pelos resultados?
Faz parte da vida do treinador, não tem justiça. Se tivesse, teria um monte de coisa diferente. Não cabe a mim isso, cabe a quem vai julgar. Cabe a mim fazer melhor meu trabalho, vencer.

Vitória no clássico acaba a má fase?
Vencer no futebol é obrigação. Não é tranquilidade, você tem alívio. Não vai adiantar vencer o clássico e não ir bem nos outros jogos. Tem de ir bem no dia a dia, jogo a jogo. Aqui é Corinthians. Eu me preparei para passar por esses momentos.