Diniz aposta em confiança e atitude para Corinthians retomar vitórias
Treinador comanda o time na estreia da Libertadores, contra o Platense

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Na chegada ao comando do Corinthians, Fernando Diniz deixou claro que o momento exige adaptação, reconstrução e resultados imediatos. Ele destacou a necessidade de aliviar o ambiente de pressão vivido no clube, marcado por cobranças intensas de torcedores. Diniz também reforçou a confiança no elenco para retomar o caminho das vitórias.
Diniz é apresentado e fala sobre pressão no Corinthians: 'Todo dia é dia de disputar título'
— A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade, um time muito solidário e coragem. Isso não pode faltar. O resto a gente vai aos poucos. As pessoas acham que a parte tática tem uma prevalência para mim. Nunca vai ter. Não existe domínio tático que consiga superar a falta de ânimo. Os jogadores precisam entender. Esse é um clube que pulsa essas coisas, pulsa raça, fome e coragem. Isso é o mais importante. Esse time estava ganhando a Supercopa há dois meses e em dois meses tudo mudou. Ninguém desaprendeu a jogar. Precisamos resgatar o potencial do time rapidamente — afirmou o treinador.
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Diniz assume o Corinthians pela primeira vez como treinador. Ele sinaliza que pretende moldar a equipe a partir das características do elenco disponível. O início do trabalho de Diniz já trouxe desafios. O atacante Yuri Alberto não participou da primeira atividade sob o comando dele após passar por um procedimento odontológico.
— A minha ideia é procurar fazer o possível para colocar os melhores em campo. O importante é ter jogadores com confiança e coragem, eles que vão dizendo como que eu vou montar e adaptar o time nas fases do jogo, tanto para jogar quanto para marcar — analisou Diniz.
Diniz comentou sobre a importância do trabalho com jovens jogadores. Indicou atenção especial às categorias de base como parte do processo de reconstrução. Ele também falou sobre a situação de Memphis Depay.
— Espero que ele fique. Acho que o Memphis vir para o Brasil é um presente para o brasileiro, é uma super estrela mundial. Desde quando chegou, em 2024, foi muito importante. Os momentos decisivos, das conquistas recentes do Corinthians, ele esteve muito presente.

Ele também falou sobre a utilização do goleiro Hugo Souza com os pés. Disse que vê margem para evolução no fundamento.
— Em relação ao Hugo, eu trabalhei com o Fábio que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu. Ele tinha 40 anos. O Hugo tem um pé melhor do que as pessoas acham, o jogo fica fácil se o goleiro joga com os pés. Temos que deixar ele confiante para tomar a melhor decisão. Em muitos momentos nesse trabalho do Vasco teve muita ligação direta. Mas o Hugo vai melhorar essa questão com os pés — projetou.
Por fim, Diniz comentou seu estilo de liderança. Defendeu a forma como se relaciona com os atletas. Disse que sou muito mais do que isso, não me resumo a isso. Tenho uma relação com os jogadores de vínculos cada vez mais profundos.
— Sou muito mais do que isso, não me resumo a isso. Tenho uma relação com os jogadores de vínculos cada vez mais profundos. Tenho alegria de ser o Diniz daquele jeito. É um Diniz que consegue ajudar mais os jogadores. Foi assim que consegui ajudar o Sara, Rayan. Óbvio que em alguns momentos você passa do tom e precisa se corrigir. Mas aquilo tem um fundamento positivo de ajudar o jogador para ele conseguir fazer o seu melhor — ponderou o treinador.
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Enquanto isso, o Corinthians se prepara para a estreia na fase de grupos da Copa Libertadores da América. A equipe terá mais uma sessão de treinamento antes da viagem à Argentina. Lá, enfrenta o Platense, na quinta-feira (9), às 21h (horário de Brasília).
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