Tironi no Lance!: como chegam os paulistas para a Libertadores
A competição mais importante do calendário do continente terá três paulistas na disputa

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A Libertadores vai começar nesta terça-feira (7). A competição mais importante do calendário do continente terá três paulistas na disputa. Veja a seguir uma análise do momento e as possibilidades de cada um.
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PALMEIRAS
Sem sombra de dúvidas, o time mais poderoso do continente ao lado do Flamengo, o atual campeão. O fracasso na temporada de 2025 fez com que a diretoria dobrasse a aposta e contratasse ainda mais jogadores importantes. Vieram Marlon Freitas e Arias por valores enormes, totalizando um investimento de algo perto de R$ 800 milhões em reforços se somados a outros contratados na temporada passada.
Por enquanto, o esforço tem dado resultado não pela conquista do Estadual, mas pelo impressionante Brasileiro que o time faz até agora, com aproveitamento de 83% dos pontos disputados. Fluminense e São Paulo, que fazem excelentes campanhas, estão cinco pontos atrás do Verdão.
Em campo, o desfile de ótimos jogadores pressupõe que o Palmeiras vai muito longe na competição. Arias e Flaco Lopes vivem excelentes momentos e Andreas Pereira voltou a jogar em ótimo nível. Marlon Freitas foi o toque de liderança que faltava ao elenco.
Para melhorar ainda mais a situação, o grupo F é bastante acessível. Não há nenhum adversário que possa meter medo nos comandados de Abel. Além disso, o Palmeiras vai sofrer menos do que outros brasileiros com o calendário porque pegou o adversário mais fácil na Copa do Brasil (Jacuipense), que jogará em Londrina e não em seus domínios.
A estreia na Libertadores será contra o Junior Barranquilla, que jogará em Cartagena e não em seu estádio. O 5º colocado no Campeonato Colombiano não assusta.
Com tudo isso somado, o Palmeiras tem enorme chance de terminar a fase de grupos com a melhor colocação no geral, o que lhe dará vantagem de jogar em casa em todos os mata-matas. Palmeiras é um dos grandes favoritos à conquista.

CORINTHIANS
Incógnita é a palavra para definir o Corinthians na Libertadores. Três dias antes de estrear na competição, o clube demitiu Dorival Júnior e contratou Fernando Diniz.
A chegada de Diniz divide opiniões. Campeão do torneio em 2023 com o Fluminense, o treinador tem passagens irregulares por todos os clubes que dirigiu.
O jogo de posse de bola e troca de passes acima de tudo por vezes funciona, por vezes é um desastre completo.
O Corinthians está longe de ter um elenco ruim, mas que tem seus caprichos. A começar por Memphis Depay, espécie de dono do time: escolhe reforços, "impede" negociações de jogadores e praticamente
joga quando quer. O resultado é que muitas vezes decide jogos e outras fica devendo. Diniz não costuma ter problemas com estrelas. Pelo contrário, as valoriza.
Corinthians e Libertadores é um caso para se estudar: o time sempre enfrenta sérias dificuldades na disputa da competição e muitas vezes chega ao torneio despreparado. É o caso agora com um trabalho que vai começar quase junto da estreia, que será contra o Platense da Argentina em Buenos Aires. O ambiente no estádio não deve ser problema para o Timão, por se tratar de um adversário pequeno. Mas tudo o que envolve o Corinthians nesta temporada é um obstáculo. Só uma boa largada dará esperança de que o time vai longe no campeonato.
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MIRASSOL
O grupo é difícil, o rival da estreia também. Mas além disso, o time do interior de São Paulo enfrenta problemas internos que parecem enormes. Lanterna do Brasileiro, está neste momento mais preocupado em sair do buraco do que qualquer outra coisa. O time que fez excelente temporada em 2025 praticamente não existe mais. Vários jogadores foram negociados e o treinador Rafael Guanaes não conseguiu até aqui montar outra equipe. A chance de passar da fase de grupos é bem pequena.
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