Duílio Monteiro Alves - Corinthians

Duilio Monteiro Alves cortou gastos no departamento de futebol (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

LANCE!
27/04/2021
18:56
São Paulo (SP)

Na tarde desta terça-feira, o Corinthians divulgou o balancete do primeiro bimestre de 2021 e ele veio com boas notícias para o torcedor, já que foi apresentado um superávit de R$ 1,076 milhão nesses dois primeiros meses do ano. Além disso, a dívida total teve uma pequena queda no período, mas segue próxima de R$ 1 bilhão. A situação permanece longe de estar controlada.

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Esse resultado positivo tem a ver com a política de austeridade aplicada desde o início da gestão de Duilio Monteiro Alves, que cortou gastos no departamento de futebol, diminuindo a folha salarial. Mais ajustes estão previstos para os próximos meses. A ideia é cortar 20% de todos os gastos do clube.

Sendo assim, o futebol teve um superávit de R$ 14,792 milhões no período, enquanto o clube social teve um déficit de R$ 13,716 milhões. Por isso, o resultado líquido desses dois meses foi de R$ 1,076 milhão. Vale lembrar que no ano passado, somados os 12 meses, o prejuízo foi de R$ 123,3 milhões.

Em relação ao endividamento total do clube, houve uma pequena queda. Diante dos critérios adotados pelo LANCE! para analisar o balanço, o ano de 2020 fechou com uma dívida de R$ 956,9 milhões. Esse valor, nesses dois primeiros meses de 2021, caiu para R$ 950,3 milhões, R$ 6,6 milhões a menos.

Isso se deve ao aumento do ativo circulante (receitas de curto prazo) do clube em R$ 75,5 milhões ser maior do que o crescimento do passivo (dívidas de curto e longo prazo) que foi de R$ 68,9 milhões. Ainda assim o valor total do endividamento segue próximo da casa de R$ 1 bilhão e preocupa.

O clube tem R$ 898 milhões em dívidas de curto prazo, ou seja, que precisam ser pagas dentro de um ano. Chama a atenção o endividamento com direitos de imagem (R$ 124,2 milhões) e com encargos e obrigações sociais (R$ 167,6 milhões). Em relação aos empréstimos, parte do que venceria em 2021 foi alongado e transformou-se em dívidas de longo prazo, diminuindo o valor de R$ 75,8 milhões (até dezembro/2020) para R$ 59,4 milhões (até fevereiro/2021).