Andrés Sanchez

Andrés tem usado bastante o Twitter desde a última sexta-feira (Foto: Peter Leone/O Fotográfico/Lancepress!)

Alexandre Guariglia
18/07/2020
16:45
São Paulo (SP)

Desde a última sexta-feira, pouco antes de conceder entrevista coletiva sobre as finanças do Corinthians, Andrés Sanchez tem se mostrado ativo no Twitter, cuja conta não era atualizada desde março de 2014 e ainda não tinha selo de verificação. Neste sábado, além de falar sobre a venda de Pedro Henrique, o presidente declarou apoio à "MP do Mandante" e explicou os motivos.

- A gente apoia a MP do mandante, sem briga com a Globo que é grande parceira. O streaming é uma realidade e a TV aberta também. O Corinthians tem torcedores em todas as plataformas e quer estar em todas elas!

Na última semana, 16 clubes da Série A do Brasileirão se declararam favoráveis à Medida Provisória 984, editada pelo presidente Jair Bolsonaro, que dá ao mandante o direito de transmissão das partidas, já que no cenário atual, segundo a Lei Pelé, o direito de transmissão é dividido entre os clubes mandante e visitante. No entanto, como o próprio nome diz, a medida tem efeito provisório, e precisa ser convertida em lei para ampliar seus efeitos.

Dessa forma, o Corinthians e outros 15 clubes da elite assinaram manifesto e farão campanha para que a "Lei de Democratização das Transmissões de Futebol" seja aprovada. São eles: Bahia, Palmeiras, Ceará, Fortaleza, Sport, Red Bull Bragantino, Athletico-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo, Goiás, Vasco, Atlético-GO, Santos e Internacional. Os signatários acreditam que haverá maior geração de empregos e crescimento de impostos pagos aos governos.

Pelo lado de Andrés, a postura mais participativa no Twitter, que concedeu o selo de verificação para a conta do dirigente entre sexta e sábado, e pelo qual não se manifestava desde 19 de março de 2014, vem justamente no momento em que declarou que entrará de forma contundente na corrida eleitoral, já que o Corinthians escolherá seu novo presidente no fim de novembro deste ano e ele não poderá concorrer, mas utilizará sua força no clube.

- Eu não queria me envolver politicamente ativamente, primeiro porque não temos candidato e, segundo, porque não queria tomar partido. Felizmente ou infelizmente, rejuvenesci 20 anos, eu não sou candidato e só me atacam. Então, sou obrigado a entrar na política, vou entrar como se fosse a primeira vez e vou participar ativamente da política até o fim do ano - disse em coletiva na sexta.

Em meio à derrotas internas no clube, por ter as contas de 2019 reprovadas pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho de Orientação, além de sofrer ataques da oposição, o atual presidente e seu grupo "Renovação e Transparência" ainda não definiram um candidato para o pleito. O favorito seria Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, mas não se descarta o apoio a Paulo Garcia.

- Sei do meu tamanho no Corinthians, da minha história no Corinthians. Não são essas pessoas que vão me apequenar, não sou candidato a nada. Não vim para contar minha história, porque todo mundo sabe, com erros e acertos. Mas o Corinthians não pode e não precisa passar por isso. Temos negociações enormes pela frente e isso só vem a prejudicar o Corinthians. Amanhã, a história vai cobrar quem coloca o Corinthians nas páginas judiciais e fica fazendo política em ano eleitoral - afirmou o mandatário.