Andrés ratifica: Corinthians não joga se tiver vidro quebrado no Morumbi
Presidente do Corinthians concede entrevista coletiva no CT Joaquim Grava e assegura que equipe não jogará a final se tiver os vidros do ônibus quebrados na chegada ao Morumbi

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, concedeu uma curta entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, na manhã desta sexta-feira, para ratificar a posição do clube a respeito da final contra o São Paulo, neste domingo, no Morumbi: o Timão não entrará em campo se tiver os vidros do ônibus quebrados por pedradas ou qualquer objeto atirado pela torcida são-paulina.
Na tarde da última quinta, a Polícia Militar, a Federação Paulista de Futebol e o próprio São Paulo receberam um ofício do clube no qual já adiantava a ameaça de não jogar se sofrer violência na entrada do estádio - o ônibus da delegação foi atingido nos dois últimos anos no local.
- Se quebrar o vidro, não entramos em campo. O Corinthians não joga. Acabou. Pode dar W.O. ou o que quiser. Estou avisando antes justamente para todos saberem. Se quebrar, o Corinthians não vai jogar. Não vamos ser radicais, se houve algo menor, vamos jogar, mas, se quebrar, não entramos em campo - ponderou o presidente, durante a coletiva, e seguiu:
- Todas as vezes em que vamos jogar lá, o ônibus é apedrejado. Somos muito bem tratados dentro do Morumbi, o problema são os imbecis da chegada ao estádio. A Polícia Militar é uma das melhores para lidar com o futebol, está de parabéns, mas isso precisa acabar. Tem coisas que fogem ao controle, mas não dá mais.
- Futebol é o reflexo do nosso país. País ruim, futebol ruim. País violento, futebol violento. Mas não adianta só cobrar o governo. Cada cidadão desse país tem de melhorar individualmente para depois começar a cobrar. Muita coisa a gente reclama do governo, mas nós mesmos não fazemos para melhorar. Furar fila do SUS (Sistema Único de Saúde) também é corrupção. Dar 50 reais para o policial, também - completou, em um discurso parecido com o do lateral-direito Fanger, que fez um desabafo:
- É um tema delicado, é complicado apontar o dedo. Mas é uma coisa muito maior. Tudo envolve como o país está hoje, não tem segurança. Corre o risco de ser assaltado, tiro, facada. Existe o risco na rua, sim. O pior de tudo é saber que dentro do estádio famílias, crianças e mulheres deixam de ir por estarem preocupadas com esse tipo de gente. A pessoa que atira a pedra não pensa que pode acertar uma criança do outro lado da rua. O jogador tem família, tem filho, o cara não tem pensa nisso. Imagina o cara que está indo trabalhar tomar uma pedrada na mão, no olho, na cabeça, Imagina o cara não poder mais jogar ou ficar internado por culpa de um irresponsável? Alguém tem de tomar uma atitude séria em relação a isso. Não é só sobre futebol - disse Fanger.

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