Botafogo Carli

Carli, em ação na Sul-Americana: Botafogo volta a jogar nesta quarta pelo torneio (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

LANCE!
22/07/2019
15:17
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo precisa superar a derrota para o Santos em casa, no último domingo, para que o resultado negativo não afete o embate contra o Atlético-MG, nesta quarta-feira, também no Nilton Santos. Agora, esqueça o Brasileiro: a missão será válida pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco, Carli concedeu uma entrevista coletiva antes do treino no campo anexo, após quase três semanas da "lei de silêncio" dos jogadores, em protesto pelos salários atrasados.

- Vi que o Atlético-MG muda muito pouco se joga em casa ou fora. Vai ser um jogo de dois times tentando ganhar e quem tiver mais coragem, mais profundidade, sairá vitorioso - projetou o capitão.

- Sabemos que é outra competição. Em casa temos que ganhar. Ficamos chateados pelos últimos resultados no Brasileirão. Agora temos que ganhar em casa de qualquer jeito - completou.

O Botafogo não vence há três jogos pelo Brasileiro. E há uma situação tão agravante quanto: não marcou gol neste período - foram dois jogos depois da Copa América. O time de Eduardo Barroca não tem criado boas soluções.

- Sabemos que estamos passando pela dificuldade, ter a posse e não conseguir agredir o rival. Temos que caprichar porque estamos tendo muito poucas chances de gol por jogo. 

VEJA O QUE CARLI FALOU SOBRE A 'LEI DO SILÊNCIO' 

- Nossa decisão principal foi não prejudicar nosso trabalho e ele passa pelo que fazemos em campo. Barroca e Anderson Barros falaram sobre não afetar a parte técnica. Acabamos optando pelo silêncio e prejudicamos você, o marketing. Por isso estamos longe de pensar em não treinar (greve).

- Tem um tempo que não conversamos (foram quase três semanas de silêncio em protesto aos salários atrasados). Queria agradecer a todos pelo respeito a nossa decisão. Falo em nome do grupo.

- Faltam os salários de junho. Mas estamos acostumados a isso. A diretoria sempre tem nosso voto de confiança. Mas também tínhamos que mostrar nossa insatisfação. Por isso optamos pelo silêncio.