John Textor e Eduardo Freeland - Botafogo

John Textor e Eduardo Freeland, do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Sergio Santana
24/02/2022
12:00
Rio de Janeiro (RJ)

Eduardo Freeland assumiu uma nova função com a chegada de John Textor como dono do Botafogo. O então diretor de futebol voltou a ser o executivo de base, função que já havia trabalhado anos atrás. Com a intenção de tornar o Alvinegro cada vez mais internacional, o dirigente passou cinco dias em Londres na última semana para conhecer o CT do Crystal Palace.

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Ele chegou ao Brasil na manhã da última terça-feira - minutos depois de John Textor, coincidentemente - e, em entrevista exclusiva ao LANCE!, explicou como foi a experiência em Londres e os dois dias ao lado do novo investidor do Botafogo. Freeland destacou que se impressionou com a estrutura do Palace.

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– A troca de conhecimento foi muito importante porque a gente percebe que vai ter esse canal aberto. Eles estão em um processo de reestruturação da base, construindo alguns campos ainda, foi muito impressionante ver o tamanho (do CT), o projeto como um todo do Crystal Palace. A percepção de tudo que vimos lá é que o projeto pro Botafogo é tão grande quanto. Isso motiva muito a gente pelo tamanho que a gente vai ter, seja em tamanho de estrutura física, troca de conhecimento e o que ele (John Textor) mira em um curto/médio prazo. Esse foi um ponto que nós tocamos bastante e vemos bastante perspectivas positivas - afirmou.

O Botafogo tem um centro de treinamento a caminho. O Espaço Lonier, na Zona Oeste, passa pela construção de um projeto para que tudo seja erguido. A estrutura do Crystal Palace servirá como um dos modelos a serem seguidos.

– A gente já tem outras inspirações também. Já vem sendo feito um estudo aprofundado mesmo antes do Crystal Palace. Claro que muitas ideias podem ser compartilhadas, estamos em uma fase de ajustes finais do CT, mas é algo que vai complementar muitas das ideias que estávamos tendo - completou.

INTERNACIONALIZAÇÃO
A intenção de John Textor é criar uma "rede de clubes". Além do Botafogo e Crystal Palace, ele quer comprar o Porto. Freeland explicou que a viagem não serviu apenas para olhar estruturas, mas também conversar como o projeto de base vai funcionar. Um dos fatores previstos é a chegada de colaboradores dos outros clubes do "projeto Textor" ao Botafogo.

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– Todas essas perspectivas estão em aberto e dependem da construção do todo porque temos algumas limitações na base. Menores de 18 (anos) a não ser que tenham cidadania (brasileira) não podem jogar aqui, isso tem que ser respeitado. Nem nossos jogadores lá, nem os deles aqui. Essa já é uma limitação... Mas acho que o foco não é esse. Esse intercâmbio vai acontecer permanentemente, mas não necessariamente para ele (jogador) vir jogar competições oficiais, e sim apenas pelo intercâmbio. Não só de jogadores, como profissionais, essa é a tendência. Profissionais de lá vindo pra cá e os de cá indo para lá. Tudo isso ainda a ser ajustado e conversado. Foi uma viagem muito mais para conhecer do que para entrar nesses detalhes - explicou.

Freeland fica no Rio? Ficará viajando em Londres? Essas são perguntas ainda sem respostas. O que se sabe é que as categorias de base terão uma importância tão grande quanto o futebol profissional no Botafogo de Textor.

– Esse é um ponto que a gente está conversando. O John deixou claro que eu vou ficar vinculado diretamente a ele no projeto e às pessoas que ele está trazendo porque. Ele dá realmente muito peso para as categorias de base. Tem um olhar que me agrada muito, que é o de obviamente a formação técnica mas também do olhar do indivíduo, a formação integral do jogador. Estamos nesses ajustes finos para deixar tudo claro para gente, ele e para todos - finalizou.