Rui Costa, novo diretor de futebol do Galo, acha exagerado o favoritismo dado do Cruzeiro na final do Mineiro

Rui Costa acha que Rodrigo Santana tem chances de melhorar o desempenho da equipe no restante da temporada- (Bruno Cantini/Atlético-MG)

Valinor Conteúdo
25/06/2019
15:18
Belo Horizonte

A efetivação de Rodrigo Santana no comando técnico do Atlético-MG, confirmada na segunda-feira, 24 de junho, tem um ar de déjà vu. Neste mesmo período, durante a pausa da Copa do Mundo de 2018, o clube mineiro tirou Thiago Larghi do status de interino, após quatro meses.

No caso de Rodrigo, a efetivação demorou pouco mais de dois meses, mas o roteiro é bem parecido com o vivido por Larghi. Todavia, na percepção do diretor de futebol do Galo, Rui Costa, os dois casos não passam de uma coincidência, mas espera que o rendimento da equipe não caia, como ocorreu com Larghi, culminando na sua demissão antes do fim do Brasileiro. .

-Para mim é uma mera coincidência. Eu não trabalho com conceitos que não são aqueles que eu não acredito. Aqui não há um cenário de conveniência, é um cenário de transparência-disse Rui Costa que fez questão de explicar que sempre deixou clara a situação de Rodrigo no cargo.

- Quando o Rodrigo era interino, sempre falei que era interino. Por acreditar que é o momento dele ser reconhecido como treinador capacitado para nos conduzir na temporada 2019, eu estou dizendo. Eu vejo como coincidência. Sempre disse, e trabalho muito com palavra, o Atlético não pode abrir mão do Rodrigo, seja em que função for, inclusive quando ele era o interino. Se isso aconteceu ano passado, não sabia. Não estou me apresentando como alguém diferente dos que aqui estavam. Tenho minhas convicções, a minha forma de posicionar e construir caminhos com o Sérgio Sette Câmara. Depois de tudo que o Rodrigo mostrou, daquilo que vejo no vestiário, e estou sempre vendo, não seria justo recomeçar uma intertemporada, que é tão fundamental, ele não ter esse merecimento publicamente. É uma mera coincidência e espero que termine por aí-explicou o dirigente, que está confiante na manutenção do bom rendimento da equipe e até uma melhora no restante do ano.

Rui Costa também fez questão de valorizar Santana, explicando o motivo da efertivação, pelo assédio que o treinador poderia sofrer com o bom trabalho. 

- Eu penso que é um profissional importantíssimo para qualquer clube, principalmente para o nosso. Minha preocupação foi transformar ele em treinador principal e depois perdê-lo. Quando digo perdê-lo, não é porque vamos demitir o treinador. É porque pode vir um time, pagar 500 mil por mês e depois ele vai embora - completou.

O Galo tem em seu calendário três frentes de competições: Campeonato Brasileiro, onde figura na quinta posição, Copa Sul-Americana, na fase oitavas de final, quando enfrentará o Botafogo e o confronto mais perigoso para o futuro da equipe: as quartas de final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.