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De pedido da torcida às vaias e cobrança: a passagem de Sampaoli pelo Atlético-MG

Treinador não teve o início de temporada esperado e foi demitido do comando do Galo

Artur Henrique
Belo Horizonte (MG)
Dia 12/02/2026
17:12
Jorge Sampaoli comanda treino do Galo (Foto: Pedro Souza / Atlético)
imagem cameraJorge Sampaoli em treino do Galo (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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O Atlético anunciou nesta quinta-feira (12) a demissão do técnico Jorge Sampaoli. O treinador, que inicialmente chegou ao clube como um pedido da torcida, encerra sua passagem sendo alvo de críticas e vaias na Arena MRV.
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O Atlético anunciou nesta quinta-feira (12) a demissão do técnico Jorge Sampaoli. O treinador, que inicialmente chegou ao clube como um pedido da torcida, encerra sua passagem sendo alvo de críticas e vaias na Arena MRV.

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Sampaoli chegou ao Atlético em setembro de 2025, substituindo Cuca. Já havia passado pelo clube em 2020 e retornou após grande comoção dos torcedores, que pediam seu retorno.

Na primeira passagem, o treinador deixou boa impressão, apesar das polêmicas e conflitos internos. Conquistou o Campeonato Mineiro de 2020 e terminou o Brasileirão daquele ano em terceiro lugar. Posteriormente, deixou o Galo para assumir o Olympique de Marselha, na França.

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No retorno em 2025, Sampaoli alternou momentos de bons resultados e oscilações, mas não conseguiu cumprir o principal objetivo de sua contratação: levar o Atlético à conquista da Copa Sul-Americana e garantir vaga na Libertadores. A equipe perdeu a final continental para o Lanús e terminou o torneio nacional em 11º lugar, distante da classificação à principal competição da América.

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Temporada 2026 e as expectativas frustradas

Mantido para a temporada 2026, o treinador iniciou o ano cercado de expectativas, liderando, junto ao departamento de futebol, o planejamento e a renovação do elenco. No entanto, o desempenho do time ficou abaixo do esperado.

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O Atlético teve um início de temporada fraco, sem vencer no Campeonato Brasileiro, e chega à última rodada do Campeonato Mineiro dependendo de resultados de terceiros para se classificar às semifinais.

Em campo, a equipe se mostrou frágil defensivamente e ineficaz no ataque: em 10 partidas, sofreu gols em nove e conquistou apenas duas vitórias. Na última rodada contra o Remo, a equipe foi vaiada e parte da torcida já pedia a demissão de Sampaoli, que se concretizou nesta quinta-feira.

Nesta segunda passagem pelo Galo, o treinador esteve no comando em 34 partidas, registrando 10 vitórias, 16 empates e 8 derrotas.

Sampaoli comandando o Atlético (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Sampaoli comandando o Atlético (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Sampaoli e os trabalhos turbulentos no futebol

Jorge Sampaoli, em muitos momentos da carreira, é lembrado mais pelas turbulências e relações conturbadas nos bastidores do que propriamente pelo desempenho de suas equipes dentro de campo. Ao longo dos anos, acumulou episódios extracampo e consolidou a imagem de um treinador de perfil explosivo à beira do gramado.

Uma das marcas registradas de sua trajetória é a constante cobrança por "refuerzos". Independentemente do clube em que esteja, a pauta por reforços costuma ser recorrente, frequentemente acompanhada de exigências públicas e insatisfação com a diretoria.

No Olympique de Marselha, por exemplo, pediu diversas contratações, entre elas a de Gerson, ex-Flamengo, e protagonizou embates internos diante de demandas que não foram totalmente atendidas. O alto número de exigências e as polêmicas nos bastidores acabaram desgastando sua imagem, situação que se repetiu em outros clubes pelos quais passou.

Os desentendimentos com jogadores e membros dos clubes também fazem parte de seu histórico. Na primeira passagem pelo Atlético, episódios chamaram atenção, como a restrição à presença de funcionários em treinamentos, incluindo ídolos do clube, como Éder Aleixo e Leonardo Silva. Além disso, relatos apontavam para um ambiente fechado entre Sampaoli e sua comissão técnica, com pouca integração com profissionais fixos do clube que eram por exemplo proibidos de utilizarem o mesmo vestiário que eles.

No Flamengo, em 2023, outra polêmica ganhou repercussão nacional: o preparador físico Pablo Fernández, integrante de sua comissão, agrediu o atacante Pedro com um soco após uma discussão. O episódio aumentou o desgaste do treinador no ambiente rubro-negro.

A relação com os atletas, aliás, também foi frequentemente descrita como difícil. Segundo relatos de jogadores, entre eles o ex-lateral Fábio Santos, que trabalhou com o treinador no Atlético, sua gestão de vestiário era problemática, marcada por comunicação limitada e postura distante no dia a dia.

Um dos episódios que mais repercutiram foi a informação de que Sampaoli, em determinados momentos, sequer cumprimentava os atletas com um "bom dia", o que desgastava na convivência interna.

Embora dentro das quatro linhas Sampaoli tenha acumulado trabalhos relevantes ao longo da carreira, no recorte mais recente não conseguiu se firmar entre os principais vencedores do cenário internacional. Seu último grande título foi a Copa América de 2015, conquistada com a seleção chilena.

Atletico_MG x Flamengo – Campeonato Brasieliro – Arena Independencia – 29-07-2023-79
(Foto: Divulgação/Flamengo)

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