Análise: número de gols sofridos no ano escancara fragilidade defensiva do Atlético-MG
Galo sofreu gol em nove dos 10 jogos em 2026

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O sistema defensivo do Atlético tem sido um dos principais pontos de preocupação na temporada 2026. Um dos grandes problemas do ano passado permanece sem solução: a equipe segue vulnerável e tem encontrado dificuldades para se impor defensivamente.
Na temporada anterior, Jorge Sampaoli adotou a linha com três defensores e, em determinado momento, deu a impressão de ter encontrado um caminho mais seguro. Contudo, o time não conseguiu manter a consistência necessária ao longo das competições. Para 2026, o treinador optou por alterar a estrutura tática e iniciou o ano utilizando uma linha com apenas dois zagueiros.
A mudança de sistema, entretanto, não surtiu o efeito esperado. A fragilidade defensiva persiste e, em alguns momentos, parece até mais evidente. O próprio Sampaoli reconheceu a queda de rendimento no setor após o empate com o Remo:
— Quando nós chegamos aqui, o time também tinha o mesmo problema. Então, tivemos que corrigir, formando um sistema diferente. Eu acho que, analisando as situações (este ano), o time perdeu um pouco de eficiência defensiva — afirmou o treinador em entrevista coletiva.
Os números de 2026 evidenciam o cenário preocupante. Em 10 partidas disputadas, o Atlético sofreu gols em nove delas, conseguindo passar ileso em apenas uma. Ao todo, foram 12 gols sofridos, média superior a um gol por jogo.
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Individual que afeta no coletivo do Atlético
O Atlético está em busca de um zagueiro para reforçar o sistema defensivo. No início da temporada, o diretor Paulo Bracks afirmou que o elenco contava vários jogadores para a posição, situação considerada satisfatória naquele momento.
No entanto, ao longo das primeiras partidas do ano, a percepção interna mudou. A avaliação atual é de que as opções disponíveis não têm correspondido às expectativas, com fragilidades coletivas e desempenhos individuais abaixo do esperado. Esse cenário tem impactado diretamente os resultados da equipe e levou o clube a voltar ao mercado em busca de um reforço para o setor.
Atualmente, Ruan e Junior Alonso formam a dupla titular escolhida por Jorge Sampaoli, especialmente nas partidas do Campeonato Brasileiro. Ruan tem se destacado como uma arma ofensiva pelo alto, já marcou dois gols na temporada, mas, defensivamente, a dupla ainda não conseguiu alcançar a sintonia necessária para dar mais segurança ao time.
Alonso, por sua vez, vem sendo alvo de críticas da torcida. O paraguaio, que foi peça fundamental na campanha histórica de 2021, não consegue manter o mesmo nível de solidez. Desde o fim do ano passado, acumula atuações irregulares e ainda não reencontrou o futebol que o consagrou com a camisa alvinegra.
A situação se agravou no último ano a partir da ausência de Lyanco, considerado o defensor mais consistente do elenco. O zagueiro sofreu ruptura do tendão de Aquiles no fim da última temporada e segue em recuperação, sem previsão definida de retorno.
Outras opções para o setor são Iván Román e Victor Hugo. Este último foi titular com Sampaoli no ano passado, quando a equipe atuava com três zagueiros, mas perdeu espaço com a adoção do sistema atual, que utiliza apenas dois defensores. Já o jovem chileno teve poucas oportunidades na temporada passada e ainda busca afirmação para demonstrar seu potencial no Galo.
O fato é que os erros individuais e a fragilidade coletiva do sistema defensivo têm prejudicado diretamente o desempenho do Atlético. No Campeonato Brasileiro, o time ainda não venceu: são dois empates em casa e uma derrota fora, em três rodadas. No Campeonato Mineiro, a equipe chega à última rodada precisando vencer e ainda depender de outros resultados para garantir vaga nas semifinais.

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