Riascos - Vasco

Riascos durante treino do Vasco (Foto: Paulo Sergio/Lancepress!)

Felippe Rocha e Patrik
07/11/2015
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Julho, dia 26. A classificação na Copa do Brasil, após eliminar o América-RN, fez com que o Vasco chegasse empolgado. O adversário era o Palmeiras. O placar, um aterrorizante 4 a 1 para o Alviverde, que visitou São Januário e fez com que dezenas de cruz-maltinos deixassem o estádio já no intervalo. O torcedor não esquece. Talvez não lembrem também que o gol de honra do Gigante da Colina foi marcado por Riascos. Foi o último do colombiano no Brasileirão.

De lá para cá, o atacante conhecido por imitar um “gusano” (verme utilizado na bebida mexicana mezcal) nas comemorações de gols, passou de herói a vilão. Muito vaiado pelas chances perdidas, perdeu espaço e houve jogos em que nem no banco ficou. Mas ele voltou a ser relacionado, colocou bola na trave contra o Fluminense, na última rodada, e recebeu nova chance de Jorginho. É contra o mesmo Palmeiras que Riascos deve ter a chance de se redimir. O treinador acredita que sim, e mostra confiança, mesmo sem confirmar o time que vai começar jogando no Allianz Parque, neste domingo.

– É um jogador de mais força, mas de velocidade também, driblador. Ele encara o adversário, parte para cima e tem me agradado bastante nos treinos – explica Jorginho, que vem testando também outras mudanças na equipe titular. A vaga de Riascos é no lugar de Leandrão.

São seis gols do colombiano na temporada. Três no Campeonato Brasileiro e três na Copa do Brasil. O último que ele marcou foi exatamente na competição mata-mata, no empate em 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã, quando somente reservas foram utilizados. Naquela ocasião, o pouco apelo fez com que até o Tricolor Paulista utilizasse alguns suplentes. O jogo de ida, no Morumbi, terminara 3 a 0 e, no final, o Cruz-Maltino foi eliminado.

Fato é que faz que Riascos está, sim, devendo. O próprio Jorginho já brincou, dizendo querer ver a comemoração do “gusanito”. A torcida cruz-maltina também quer. Aliás, precisa que os gols a favor voltem a ser constantes. E quem for o comandante de ataque tem isso como obrigação.