icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
20/12/2013
10:55

O eterno craque Zinedine Zidane, carrasco do Brasil nas Copas do Mundo de 1998 e 2006, deu uma entrevista ao site da Fifa falando apenas sobre a sua relação com o país e com a Seleção. Ele viu as imagens das históricas partidas, e garantiu que a equipe de 1982, comandada por Zico, Socrates e Falcão foi uma grande inspiração em sua infância.

- Quando eu era criança, eu costumava pensar com os meus companheiros da minha vizinhança de que estaríamos na Copa do Mundo jogando pelo Brasil. O Brasil sempre fez parte da minha vida. Então, quando o sonho se torna realidade, quando chega a jogar contra o Brasil, penso: "Eu fiz, agora vamos aproveitar". Eu pensava que nada ruim poderia acontecer. Eu tenho essa camisa amarela na minha memória e jogadores como Sócrates, Zico, Júlio César... Grandes jogadores - disse o atual auxiliar de Carlo Ancelotti no Real Madrid:

- É bom assistir isso (imagens das quartas de final de 2006), faz tempo que não não vejo, eu gosto de ver, embora não faça com frequência. São boas memórias. Algo mágico aconteceu para mim e para os meus companheiros. Tivemos uma grande geração, foi um grande momento. Muitas pessoas me falam isso (que foi o melhor jogo da carreira). Eu não sei mesmo. Com certeza, essa partida foi uma das minhas mais bonitas. A melhor? Não tenho certeza, acredito que tiver outras tantas tão boas quanto essa. Pelo menos para mim.

Zidane, que colocou ainda Ronaldo Fenômeno como o seu jogador brasileiro favorito, garantiu que para ele, o país nunca vai deixar de ser a grande referência mundial do futebol.

- Curiosamente, quando eu falo sobre o Brasil com alguns ex-jogadores, o Brasil é visto como o país do futebol, mas não tanto agora. No meu caso, essa equipe sempre me inspirou muito. Contra eles, eu sempre procurei atingir o meu nível de jogar. Cada vez que jogávamos contra o Brasil, sabíamos que seríamos capazes de tudo. Nunca fomos favoritos, mas naquela situação, podíamos jogar no nosso melhor. E foi o que aconteceu.

Por fim, lembrou com carinho do país principalmente por não ser visto com ódio, mas com admiração, e recordou de um episódio com Zagallo, técnico da Seleção em 1998.

- Não sinto as pessoas com raiva de mim. Sempre que eu visito o país, eu viajar três ou quatro vezes, as pessoas parecem que admiram a forma que joguei contra eles, enquanto poderia imaginar que iriam jogar pedras (risos). Mas não é o caso. Recentemente eu me encontrei com Zagallo, e ele me disse algo que me tocou bastante. Ele disse que se tivesse a oportunidade de convocar qualquer jogador de fora do Brasil, ele me chamaria. Isto vindo do "Professor", representa muito - concluiu.