icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
09/07/2014
15:53

Eleito um dos vice-presidentes da CBF na chapa de Marco Polo Del Nero, Delfim de Pádua Peixoto já tornou pública a opinião de alguns dirigentes da entidade sobre o trabalho de Luiz Felipe Scolari. Peixoto, presidente da Federação de Santa Catarina, não economizou nas palavras sobre o técnico da Seleção Brasileira.

- Não tem a menor condição de continuar. Não é para mim apenas, é a opinião de todo mundo. Ele mesmo vai pedir para parar. Não vejo ambiente para continuar - afirmou Peixoto, um dos mais próximos a José Maria Marin e de Marco Polo Del Nero, que mandam na CBF.

- Pessoalmente, eu gosto dele. Mas tenho o direito de achar que ele está ultrapassado. Não estou ofendendo ele, estou dizendo que está ultrapassado. Subestimamos o futebol alemão. Passamos aperto até com Camarões, Croácia, quase caímos com o Chile. Aperto contra a Colômbia. Só só pegar uma seleção de nome e levamos 7 a 1. Uma vergonha para o país. Vi o Brasil perder do Uruguai em 1950 com nove anos de idade, foi uma derrota normal. O Uruguai tinha raça. A maior cicatriz do futebol brasileiro, agora, é esse 7 a 1 - disse.

De manhã, à ESPN Brasil, Peixoto já tinha detonado Felipão, que foi questionado a respeito na entrevista coletiva desta quarta, na Granja Comary.

- Por que eu vou responder ao Delfim? O único título de Santa Catarina quem deu fui eu. Ele tem que pedir bênção a mim. Eles não ganharam nada nunca. Só comigo - afirmou Scolari.

Ao L!Net, o presidente da federação de Santa Catarina rebateu a declaração. Ele foi informado por amigos do que o treinador falou em Teresópolis. Felipão referiu-se ao título da Copa do Brasil do Criciúma, em 1991.

- Na Copa do Brasil pelo Criciúma ele era um técnico em começo de carreira. O mérito não foi só dele, do clube, não só dele. Não é o único titulo. O Avaí ganhou Série C, o Criciúma a Série B. Ele não treinou em nenhum desses títulos. Esse futebol pequeno que ele insinuou tem três times na Série A, dois na B. Não foi o trabalho dele que fez o futebol crescer - disse.

O contrato de Felipão com a CBF termina após a disputa de terceiro e quarto lugar, neste sábado. Del Nero, vice do presidente José Maria Marin, assume em 2015, mas já tem forte influência no comando da entidade. A dupla, sempre junta, foi ao vestiário da Seleção após o vexame de terça, no Mineirão.

Questionado como fazer algo que mude o rumo do futebol brasileiro de maneira efetiva, o dirigente deu uma resposta vaga.

- Eu acho que Marco Polo e Marin precisam fazer uma reformulação no futebol brasileiro, principalmente nas seleções de base. A grande maneira de diminuirmos um pouco a dor dessa derrota é vencer a Olimpíada. Tem de parar, pensar, montar um grupo que pense no assunto. Executar ações que façam o futebol acompanhar o crescimento do futebol mundial.