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27/06/2014
17:32

A Fifa anunciou na última quinta-feira a punição de nove jogos ao atacante Luis Suárez por causa do episódio da mordida no zagueiro Chiellini, na vitória do Uruguai sobre a Itália, por 1 a 0. Com isso, o atacante ficará fora da partida das oitavas de final contra a Colômbia, bem como, do restante da Copa. Além dessa punição, O Comitê Disciplinar da entidade também anunciou um gancho de quatro meses para Suárez, que não poderá participar de qualquer atividade esportiva, incluindo os jogos pelo Liverpool. O uruguaio ainda levou uma multa de 100 mil francos suíços, cerca de R$ 247 mil.

Muitos questionam se a punição aplicada foi justa ou injusta, e o especialista em educação física da Unesp em Bauru, Julio Wilson dos Santos, analisou a questão.

- Não está dentro dos padrões que a Fifa vem utilizando. Eu vejo como maior problema dessa punição, a falta de critério. É lógico que o ato que ele fez é digno de expulsão, de uma punição, mas por exemplo, se a gente levar em conta que existem outras expulsões ou ações que são muito mais violentas como uma cotovelada, tiveram punições que não foram tão rigorosas assim. Eu acho que foi um exagero, um excesso, principalmente com a pessoa dele. Ter sido retirado o crachá dele, que não se permitisse que ele ficasse mais na própria competição, já estrapolou a esfera do nível esportivo ou de um controle da Fifa. Passou por uma coisa muito pessoal. Se ele errou ele tem que ser punido de acordo com as leis esportivas. Foi muito pesada se você considerar o conjunto de ações - analisou o especialista.

Julio ainda colocou em pauta, a forma de decisão, questionando que se fosse outro jogador, talvez a punição fosse mais branda.

- Será que se fosse um jogador, por exemplo, da Alemanha, do Brasil, da Argentina, se fosse por exemplo o Messi, será que essa punição seria a mesma? Mas fica a pergunta também se não há outros interesses além de punir o jogador em si, como o próprio peso que o jogador tem pra sua equipe e o peso que tem a seleção uruguaia no contexto mundial, enquanto força política - indagou Julio.