icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
02/12/2013
07:13

Não foi com entusiasmo que dois dos jogadores pretendidos pelo Palmeiras reagiram aos contatos da diretoria alviverde. Uendel, lateral-esquerdo da Ponte Preta, e Marlon, colega de posição do Criciúma, não se animaram com a possibilidade de jogar no Verdão em 2014, ano do centenário do clube e que gera grande expectativa na torcida com relação a contratações.

O Alviverde procura um novo titular para lateral. Juninho não agrada à torcida nem à comissão técnica. Prova disso é ele ter sido preterido  em alguns jogos por Gilson Kleina, que optou por improvisar o volante Marcelo Oliveira no setor.

Pessoas ligadas a Uendel dizem que ele não recebeu proposta formal do Palmeiras. Por outro lado, tem em mãos oferta de quatro clubes.
Aos 25 anos, ele tem vínculo até maio de 2016 com a Ponte e o salário gira em torno de R$ 50 mil e R$ 60 mil. Seus direitos são 50% do clube campineiro e 50% de investidores.

O jogador é um dos destaques da campanha que levou a Macaca à final da Sul-Americana contra o Lanús. Marcou um gol na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, no Morumbi, no jogo de ida da semifinal. Uendel definirá seu destino depois da decisão internacional – o título sairá no próximo dia 11, em solo argentino.

O Palmeiras também tem concorrentes por Marlon, de 28 anos.

– Fui procurado pelo Palmeiras. Me ligaram duas ou três vezes. Não definimos nada, porque há outras perspectivas boas e possíveis para o Marlon – explicou ao LANCE!Net o empresário Marcelo Pinheiro.

O atleta tem vínculo até o fim deste ano com o Tigre, o que permitiria uma transferência sem custos. O clube comprador só teria de arcar com valores das luvas e a comissão a empresários e intermediários.

Sem dinheiro, o Palmeiras adotou a política de estabelecer contratos por produtividade seja em investidas no mercado ou em renovações.

Conselheiros do Verdão dizem que o presidente Paulo Nobre já admite que enfrenta dificuldade para colocar a estratégia em prática.