icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
25/04/2014
07:08

Pivô do rebaixamento da Portuguesa por ter sido escalado de forma irregular no Brasileiro, o meia Heverton, hoje no Paysandu, pode sentir o gosto contrário da mesma situação. O Papão está disposto a entrar nesta sexta-feira no STJD para ficar com o título da Copa Verde, alegando que o Brasília, vencedor da decisão nos pênaltis, utilizou um jogador irregular.

A diretoria jurídica do time de Heverton está no Rio e alega que o contrato do volante Gilmar não foi registrado a tempo da decisão, ocorrida na segunda-feira. Os advogados do clube tiveram uma reunião durante a noite de quinta com Osvaldo Sestário, que defendeu Heverton e a Lusa no processo que originou a escalação irregular.

O Paysandu diz que a prorrogação do contrato de Gilmar, feita às 20h34 de quinta-feira, deveria ter ocorrido até às 19h do mesmo dia, acrescentando que a movimentação não apareceu no BID. O vínculo inicial do jogador terminaria um dia antes da final da Copa Verde.

O presidente do Brasília, Luís Carlos Alcoforado, rebate.

– É ridículo isso. Coitada da torcida do Paysandu por acreditar nisso. O contrato não foi rescindido, ele nunca saiu do BID. A rescisão dele só foi publicada na quarta, porque foi negociado com outro clube – disse ele ao LANCE!Net.

O dirigente ainda ressalta que a entrada da prorrogação contratual foi feita no dia 15 e estendeu o vínculo apenas por mais alguns dias, pois Gilmar já estava acertado para jogar no Águia de Marabá, que é do Pará e vai jogar a Série C.

Na CBF, há quem defenda a defesa do Brasília, dizendo que não houve irregularidade, porque o sistema para prorrogar contratos não tem limite de hora para funcionar. Existe, inclusive, uma resolução da presidência de 2013 que reforça a justificativa.