icons.title signature.placeholder RODRIGO CERQUEIRA
13/07/2014
07:51

Alemanha e Argentina disputam neste domingo pela terceira vez uma final de Copa do Mundo. Antes, já tiveram encontros decisivos em 1986 e 1990, no México e na Itália, respectivamente. Um título para cada. A decisão do Maracanã não é apenas para desempatar o duelo em finais, mas também a chance de escrever uma nova história e relembrar antigas. E não faltam lembranças, como o jogo no México para um público de mais de 100 mil pessoas no Azteca.

– Quando eu joguei a final no México tinha apenas 21 anos de idade. Era muito novo. Jogamos no Estádio Azteca, com mais de 100 mil pessoas (público de 114,6 mil torcedores). Eu lembro muito bem do jogo, a Argentina jogou muito (venceu por 3 a 2). Diego Maradona e Burruchaga eram os grandes jogadores daquela equipe. Em 86, tivemos grandes chances de vencer o jogo. Em 90, a Argentina também foi nossa adversária, mas não estava tão bem quanto em 86. Não chegava tanto no gol, não chutava tanto. E, quando abrimos o placar, eles já não tinham chances para empatar. A Alemanha tinha um time muito forte – afirmou ao LANCE! o zagueiro alemão Thomas Berthold, que participou das duas finais contra os argentinos.

Maradona é o símbolo da Argentina campeã em 1986 após bater a Alemanha na final (Foto: Allsport UK/Allsport)

A Alemanha encantou o mundo com um bom futebol na Copa de 2014 e com a goleada por 7 a 1 sobre o Brasil na semifinal. Berthold ainda não acredita no que aconteceu... Com o Brasil!

– Após a Eurocopa de 2000, quando a Alemanha foi muito mal, a federação deu início a um programa para desenvolver o futebol com jovens. Eu acho que esse é o problema do Brasil. Há muitos times que não têm espaço para os jovens, que não desenvolvem talentos. Não há uma boa infraestrutura para os jovens, talvez o Brasil precise mudar seu pensamento fora de campo – deixou claro o ex-jogador alemão, campeão mundial em 90.

Os alemães disputam neste domingo a segunda final nas últimas quatro Copas do Mundo. O país chegou em quatro semifinais seguidas. O Bayern há pouco tempo dominou a Europa. Estamos diante do país do futebol?

– A Alemanha não é o país do futebol. Fiquei muito surpreso com times como Chile, Colômbia... A Costa Rica e o México tiveram um desempenho muito bom. Há muitas nações que adoram o futebol. Talvez a campanha alemã faça com que as pessoas pensem assim – lembrou Berthold.

Bate-bola: Thomas Berthold, ex-zagueiro da Alemanha e campeão mundial em 1990

1- Qual é a melhor seleção da Alemanha? A campeã em 1990 ou esta geração de ouro?

R: É muito difícil comparar. No meu tempo, o futebol da Alemanha não era tão técnico. Mas apresentava um alto nível para uma competição como uma Copa do Mundo. Hoje vemos um nível muito elevado também, várias seleções com um jogo bonito. Para mim, a melhor equipe até as quartas de final foi a Colômbia.

2- Quem vence a decisão deste domingo?

R: Bom, você sabe que são duas equipes muito boas. Mas acho que a Alemanha leva uma pequena vantagem por tudo o que vem fazendo. Porém, em uma final, tudo é possível.

3- Maradona ou Messi? Quem é o melhor jogador?

R: Maradona. Eu joguei contra Diego na Itália. Ele é melhor sempre. O time da Argentina era muito mais dependente do Maradona.