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28/03/2014
15:57

A Nova União é a única equipe brasileira que detém títulos no UFC e no Bellator, e, neste domingo, pode ter mais um cinturão internacional em sua galeria. Em Yokohama, no Japão, Marcio Gracinha tem a chance de alcançar o topo da categoria peso galo (até 61 kg) do Pancrase, em duelo contra Taichi Nakajima na grande final do GP da categoria.

No MMA desde 2005, com 18 vitórias, oito derrotas e três empates, o lutador natural de Curitiba defende a bandeira da academia desde 2011, e as inspirações para seu próximo desafio estão bem próximas. Gracinha luta para ser o terceiro campeão da equipe na categoria, igualando os feitos de seus companheiros Renan Barão, no UFC, e Dudu Dantas, no Bellator.

- Tenho o prazer de ter um time de ponta na Nova União, com treinos de excelente qualidade. Acompanhei de perto os treinos do Barão e do Dudu para suas últimas lutas, e aprendi muito. Me espelho neles e em suas conquistas para trazer o cinturão do Pancrase para a equipe, confirmando que, na categoria, somos os melhores do mundo - revelou, em comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa.

Desde a última segunda-feira, o atleta está alocado na cidade japonesa, acompanhado por Daniel Pirata, treinador de wrestling da Nova União e seu head coach na luta. Em setembro de 2013, o curitibano competiu pela primeira vez no Japão e na organização, finalizando Yuki Baba ainda no round inicial, garantindo a vaga na final do GP. Assim como na semifinal, o brasileiro agora terá pela frente novo adversário oriundo do judô, o que faz a atenção nas quedas redobrar.

- O Nakajima é muito duro, tem um jogo de chão muito perigoso, bem ao estilo dos lutadores japoneses. Treino muito wrestling, estou pronto para defender as tentativas de quedas dele. Minha ideia é trocar porrada com ele de pé - explicou.

Teinadores posam com lutador à frente da filial da Nova União no Japão (FOTO: Divulgação)

 Ser campeão no Japão é um antigo desejo de Marcio Gracinha. Aos 29 anos, ele acompanhou os áureos tempos do Pride pela TV, quando o evento japonês reunia nomes como Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Fedor Emelianenko, Mirko Cro Cop, entre outras lendas vivas do MMA.

- Eu sempre acompanhava as edições do Pride, foi bem quando comecei no esporte. Ficava ligado na TV de madrugada até de manhã para assistir lutas memoráveis de grandes campeões. Lutar no país é uma motivação a mais para mim. Sempre sonhei em ser campeão no Japão, e agora a hora chegou. Serei o campeão - garante.