icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
14/04/2014
07:11

Ao contrário do que tem sido especulado, o Fluminense não gastou cerca de R$ 4 milhões com as torcidas organizadas nos três últimos anos. É o que assegura o assessor executivo do presidente Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos, que, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, explicou a confusão ocorrida.

- Este documento que foi divulgado na imprensa não existe no clube. Ele está completamente equivocado. Não há registro algum no Fluminense quanto à saída deste dinheiro. Estaria no balanço, na contabilidade, na auditoria. Seria apresentado no orçamento. Acredito que esta confusão tenha ocorrido porque quando destinamos os ingressos de gratuidade às torcidas organizadas, eles não são contabilizados em quantidade no borderô, mas em valor. Pegaram o número de ingressos distribuídos neste período e multiplicaram pelo preço. Entretanto, na prática, isto não é gasto. Não é dinheiro que sai dos cofres do clube – explicou o assessor.

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O dirigente ainda negou que o Tricolor tenha subsidiado viagens de torcidas organizadas para acompanhar o time. De acordo com ele, as únicas ajudas concedidas a torcedores no triênio passado foram para a Fiel Tricolor e também para a festa da Young Flu. No primeiro caso, o Fluminense intermediou com parceiros a viabilização do buffet. Já em relação à Young, houve apenas cessão da quadra do clube.

Torcedor não é prejudicado

De acordo com Jackson Vasconcelos, o Fluminense, ao ceder ingressos para torcedores organizados, não está perdendo dinheiro na bilheteria. Isto só ocorreria em caso de estádio lotado.

– Em primeiro lugar, o Fluminense tem o ingresso. O custo de confecção é mínimo. Quando o clube cede o ingresso, em tese ele estaria apenas abrindo mão de uma receita, mas nem isso ocorre. Se os estádios estivessem cheios e eu estivesse negando venda para o torcedor comum, seria uma calamidade, mas os estádios não estão cheios. Então, a rigor, não estou vendendo estes ingressos. Apenas dando uma cortesia como qualquer outra – disse.

Garantia de punições a infrações

Nem sempre os ingressos de cortesia são convertidos em mais apoio das torcidas organizadas nos jogos. A reportagem do LANCE!Net flagrou em diversas ocasiões a venda dos ingressos cedidos pela diretoria do Flu por parte das organizadas a outros torcedores pelo preço da bilheteria. Até mesmo quando foi adotado o sistema de Smart Cards no Engenhão, que dificultaria a venda, já que os cartões dos torcedores eram carregados, foram criadas formas de burlar o sistema. Ciente de que este tipo de problema ocorre, Jackson garantiu que o Flu é rigoroso na punição quando flagra uma ocorrência.

Com a palavra

Jackson Vasconcelos
Assessor do Presidente do Flu

Peter é contra fornecer ajuda às organizadas

O presidente Peter Siemsen, ideologicamente, é contra fornecer qualquer ajuda de custo para torcedores organizados. Sempre foi assim. Para ele, o torcedor não precisa receber para torcer. O que acontece neste caso é que tendo espaço no estádio, o clube pode ceder uma certa quantidade de ingressos, já que não vai estar prejudicando ninguém. Quando a demanda for alta, a prioridade é de quem compra. Uma vez que o estádio esteja lotado, não haverá cortesia para as torcidas organizadas.