Rogério Micale, técnico da Seleção olímpica (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Rogério Micale, técnico da Seleção olímpica (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

RADAR/LANCE!
05/07/2016
00:24
Rio de Janeiro (RJ)

O treinador da Seleção Brasileira nas Olimpíadas, Rogério Micale, participou na noite desta segunda do programa "Bem, Amigos", do SporTV e falou sobre suas escolhas na convocação e o sistema que pretende usar durante os Jogos.

- Eu me preparei como treinador para um momento como esse. Me sinto preparado, estudei, venho militando há 17 anos em categoria de base.

- Tivemos um ano e meio pra selecionar jogadores e avaliar. Existiu um processo de liberação, tivemos que fazer uma lista com 35. Acho que é uma seleção muito equilibrada. No setor defensivo nós temos o Marquinhos, que tem onze jogos na seleção principal. Um jogador jovem, mas maduro, tem grandes jogos na seleção e no clube. Temos o Luan, que foi meu capitão no Pan-Americano, é um jogador que é titular há três temporadas. E temos o Rodrigo Caio, que vem sendo convocado há muito tempo e tem perfil de capitão.

O novo treinador do Paris Saint-Germain, Unai Emery, não se mostrou muito contente com a possível liberação do zagueiro Marquinhos para as Olimpíadas. Em entrevista coletiva, ele afirmou que quer contar com o jogador desde o início da temporada. Thiago Silva também não foi liberado pelo clube, mesmo antes da mudança no comando.

- Existe uma convicção que os meninos vão se apresentar no dia 18. O Thiago Silva é um grande jogador, um dos maiores zagueiros do futebol mundial. Qualquer treinador quer ter um como ele. Pelo equilíbrio, não posso ficar justificando pessoas que não estão na nossa lista. Preciso valorizar aqueles que estão. Temos hoje uma grande seleção. Dentre os 35 que eu podia selecionar, acho que temos a melhor lista.

O goleiro Fernando Prass foi uma das surpresas na lista final da convocação e será um dos jogadores com idade acima de 23 anos nos Jogos. Micale elogiou o atleta e destacou sua qualidade.

- Vejo puro merecimento do Fernando (Prass). Hoje atuando no futebol brasileiro ele está em um momento seguro, além de ser um ótimo cobrador de pênaltis. Tem postura de vestiário, de comando forte. É um jogador de grupo, de liderança. Ele mereceu. Tive autonomia para convocar. Não deu nem tempo de falar com o Tite.