Bruno Grossi
15/11/2016
08:45
São Paulo (SP)

Na visão da maior parte do elenco do São Paulo, Ricardo Gomes trouxe benefícios ao time por dar mais liberdade aos jogadores para a prática de um futebol mais leve e ofensivo, que fez a equipe se reerguer e escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Para a torcida, entretanto, a opinião que predomina é totalmente oposta. O técnico é perseguido no Morumbi e em redes sociais, sempre com pedidos por sua saída.

Já os dirigentes consideram o trabalho do treinador satisfatório após 16 partidas. O fato do time estar mais organizado e ter bom poder de criação de jogadas respalda essa satisfação, enquanto a falta de gols é atribuída exclusivamente às deficiências do elenco. É a partir daí que a cúpula se divide.

A ideia de uma ala, mais próxima ao dia a dia no CT da Barra Funda, é tentar brecar a oposição da torcida para tentar montar um cenário mais favorável para o técnico mostrar suas virtudes em 2017. O primeiro reforço, Wellington Nem, pode começar a treinar já nesta semana.

Mais dois nomes de peso são esperados para chegar até o fim deste ano. Assim, o departamento de futebol considera que seria mais justo, durante o Campeonato Paulista, fazer análises mais profundas do que as que seriam feitas com 20 jogos a serem alcançados no ano.

Para uma segunda vertente, a continuidade do trabalho de Ricardo depende da evolução do time nos próximos quatro compromissos no Brasileirão e a oposição de torcedores e conselheiros tem mais peso por questões políticas. Há ainda a necessidade de lidar com habilidade com a sombra de Rogério Ceni. O Mito será técnico do clube, todos concordam, mas precisam contornar quando isso acontecerá.