Toluca x São Paulo

Michel comemora antes de pedir substituição nos 3 a 1 para o Toluca (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Bruno Grossi
05/05/2016
15:18
Guarulhos (SP)

Michel Bastos marcou pelo segundo jogo consecutivo na Copa Libertadores da América e foi um dos heróis da classificação para as quartas de final. O problema é que ao marcar o gol tricolor na derrota por 3 a 1 para o Toluca (MEX) na última quarta-feira o meia acabou sentindo um desconforto na coxa direita. Sem tempo a perder, iniciou tratamento já no avião para o Brasil.

- Estou sentindo que está dolorido, já tive uma lesão nesta mesma região este ano. Graças a Deus sempre me recuperei rápido e consegui chegar às minhas metas. agora é jogar na quarta-feira. Se tiver que me internar no CT, eu fico. É um momento em que não posso ficar fora. Estou confiante, com o futebol de antes. Não vou também contrariar as decisões médicas, mas farei de tudo. Saindo do aeroporto direto para o CT tratar. Estou com um eletrodo para dar choques na coxa e ele não deixa flexionar a perna. Dentro do avião já comecei a tratar. Foi a perna de apoio, não a do chute - explicou o camisa 7.

A viagem de Toluca para São Paulo teve cerca de 11 horas de duração e a aeronave fretada pelo clube foi criticada por membros da delegação por ser pequena, muito antiga e com assentos que não reclinavam. Mesmo assim Michel aproveitou o tempo de voo para antecipar a recuperação da possível lesão, que será analisada em ressonância magnética nesta quinta-feira.

- Michel fará um exame agora de tarde para ver o desconforto que sentiu na coxa. Será uma ressonância na coxa direita. Não dá para saber muito bem o que foi, porque ele ainda voltou, saiu de novo... Não acredito que seja nada grave, mas de qualquer forma ele não aguentou esse incômodo na parte posterior. Se fosse estiramento, nem sequer teria voltado ao jogo. Isso nos deixa um pouco mais sossegado. O resultado deve sair ainda hoje e depende disso para jogar contra o Atlético-MG - disse o médico Auro Rayel.

Nesta temporada o meia fez quatro gols em 20 partidas, além de ter assinado quatro assistências pelo São Paulo. O início do ano, no entanto, foi turbulento, com perseguição da torcida e acusações de ser "migué" e exagerar em bebidas alcoólicas. Após receber propostas para deixar o clube, Michel viu o diretor de futebol Luiz Cunha prometer ajudá-lo e cresceu de produção. Agora, a meta é estar pronto para pegar o Atlético-MG nas quartas de final da Libertadores.

- Virou passado. Há um mês e meio minha margem de erro era zero. Se errasse um passe ou drible caíam em cima de mim. Isso mudou. Entro sabendo que posso arriscar com passe difícil e drible que vão me apoiar e aplaudir. Isso ajuda a tentar algo mais difícil. Não ter confiança e ver o estádio pegando no seu pé faz você não arriscar. Agora estou com crédito para mostrar o futebol que sempre mostrei. Será um confronto difícil com o Atlético, mas sabemos que depois da fase de grupos seria assim. Perguntaram Racing ou Galo e, sinceramente, a partir de agora é só pedreira - projetou.