John Victor - Santos

John Victor é uma das grandes promessas da base (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC)

Léo Saueia e Russel Dias
21/01/2016
09:10
Santos (SP)

O Santos renovou anteontem o contrato de mais um Menino da Vila. John Victor, goleiro que defendeu o Peixe nesta última edição da Copinha, tem novo vínculo válido até o fim de 2021.

Pego de surpresa ao saber que se apresentaria ao técnico Dorival Júnior logo após a eliminação do torneio de base, John fala com conviccção que pretende permanecer muitos anos e fazer história pelo clube da Vila Belmiro. Mas garante não ser discurso da boca para fora.

– É meu sonho, desde que cheguei no Santos me identifiquei muito. Eu espero fazer história, ficar aqui dez, 20 anos e virar o número um do Santos – disse, ao LANCE!.

No currículo, John Victor carrega o fato de ter treinado com elenco de Copa do Mundo. Durante o Mundial de 2014, o goleiro treinou com a seleção da Costa Rica, que ficou sediada na cidade de Santos, ao lado de seu companheiro de posição Keylor Navas, contratado pelo Real Madrid (ESP) após boas atuações durante a Copa.

O jovem faz elogios ao seu antigo parceiro de treinamentos e algumas tentativas – a maioria delas frustradas – de diálogo com Keylor Navas.

– No treino conversávamos mais ou menos, porque não falo muito espanhol, mas de vez em quando ele tentava falar um pouco de português. Torcia para ele ir bem na Copa, e graças a Deus ele foi bem, ajudou a Costa Rica. No treino já dava para ver que ele era diferente, e não é à toa que hoje está onde está – disse.

Comparações à parte, John tenta construir sua própria história.

Confira o bate-bola com o goleiro John Victor, goleiro do Peixe, ao LANCE!

Como recebeu a notícia da promoção ao profissional?

Até então não sabia, ninguém tinha me falado nada. Fui saber depois que peguei férias do sub-20, descobri dois dias depois de sair da Copinha que me apresentaria aqui.

Apesar de perder nos pênaltis na Copinha na segunda fase, você pegou dois contra o Ceará. Tem fama de pegador de pênaltis?

Na base geralmente pegava alguns pênaltis, mas isso tudo é Deus, Deus na minha vida. E graças a Deus pude pegar um pênalti, mas por infelicidade não nos classificamos. Precisamos trabalhar para chegar bem nos outros campeonatos da base.

Você foi elogiado pelo Vanderlei. Como encara a concorrência? Sonha em alcançar a titularidade?

Sim, a gente sempre tem que sonhar e acreditar, nada na minha vida foi fácil. E não é agora que vai ser fácil. Se tiver oportunidade, vou agarrar com as mãos e vou dar ainda muita alegria para os torcedores santistas.