Léo Saueia
16/08/2016
06:20
São Paulo (SP)

Após mais um título paulista, a opinião de torcedores e até da mídia se dividiu nas análises e projeções para o Santos no Brasileirão. Com jogadores em alta, Copa América e Olimpíada pela frente, conviver com desfalques seria grande desafio para um time que sofreu com eles nos últimos anos.

O técnico Dorival Júnior desde o início bateu nessa tecla e cobrou reforços à diretoria, que mesmo sem grande aporte financeiro foi ao mercado para minimizar carências.

A Copa América já foi superada e a Olimpíada está perto de ser também. Time que mais sofreu com convocações, o Peixe não se intimidou com os obstáculos. A goleada sobre o Atlético-MG sem cinco titulares mostrou que o Alvinegro deve ser respeitado mesmo em dificuldades.

Para se ter noção da força do atual elenco e comparando os números aos rivais na luta pelo título, o Santos é o segundo time que mais pontuou nas rodadas sem Zeca, Thiago Maia e Gabigol, à serviço da Seleção no Rio.

Nos cinco últimos jogos do Brasileirão, o Peixe somou os mesmos dez pontos que o Flamengo e fica atrás apenas do Atlético-MG, que conquistou 12 pontos no período olímpico.

Jogos contra Galo, América-MG, Flamengo, Cruzeiro e Vitória, além de dois jogos diante do Gama pela Copa do Brasil, resultam em aproveitamento de 66,6%, superior ao do líder Palmeiras, que tem 65%.

O desempenho confere ao time de Dorival Júnior a segunda colocação na tabela, a três pontos do Verdão. Diferença, inclusive, que já pode ser tirada logo na última partida sem o elenco completo à disposição.

O jogo contra o Coritiba, no próximo domingo, no Couto Pereira, é a última prova de fogo do Santos antes de ter seu quinteto de ouro reunido.

Superando expectativas até mesmo de Dorival, que em entrevistas admitia "segurar as pontas" e começar a brigar a partir do momento em que tivesse o grupo todo disponível, o Santos empolga seus torcedores e briga pelo topo antes do esperado.

Já sonhando com a volta dos selecionados e torcendo para que nenhum deles deixe o clube rumo à Europa, o santista vê uma vitória sobre o Coxa como sonho do qual ele deseja acordar só com a taça levantada.