Odílio Rodrigues - Santos

Odílio foi vice-presidente, mas comandou o Santos desde 2013, quando Laor se afastou (Foto: Ricardo Saibun/Santos)

Russel Dias
21/01/2016
22:21
Santos (SP)

O Santos deu um passo importante em sua história na noite desta quinta-feira. O Conselho Deliberativo votou a favor para que o Peixe entre com uma ação judicial para acusar o ex-presidente Odílio Rodrigues e seu Comitê de Gestão pelo crime de gestão temerária, que tem como pena mínima dois anos de prisão.

As negociações que tiveram informações levantadas pela Comissão Fiscal do clube e por duas auditorias foram, entre outras, a compra do atacante Leandro Damião por R$ 42 milhões (com aporte financeiro do fundo de investimentos Doyen Sports) no final de 2013, e a venda de parte dos direitos econômicos de Daniel Guedes, Geuvânio, Gabigol e Alison, em 2014.

Nos bastidores, já estava definido antes da reunião desta quinta-feira que o presidente do Peixe, Modesto Roma Júnior vai acatar a decisão do Conselho e  abrir o processo.

Porém, na ação que os advogados do clube montarão, só as vendas de Alison, para o Banco BMG, de Daniel Guedes, Geuvânio e Gabigo para a Doyen Sports poderão ser inclusas no texto, que tem como objetivo que os antigos dirigentes sejam responsáveis por ressarcir o clube em um valor a ser definido. 

Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Peixe, Fernando Galotti Bonavides, o escritório de advocacia Lucas de Lima e Medeiros, que representa os membros do antigo Comitê de Gestão, solicitou que a reunião desta quinta-feira fosse cancelada, o que não foi aprovado.

Fizeram parte do Comitê de Gestão do Alvinegro em 2014 além de Odílio Rodrigues o vice-presidente Luiz Claudio de Aquino, Thiers Fleming, José Paulo Fernandes, Júlio Peralta, Alexandre Daoun, Francisco Cembranelli, José Berenguer, e Ronald Luiz Monteiro.