Russel Dias
11/09/2016
06:00
Santos (SP)

Se o Santos tem um desfalque, o discurso de qualquer jogador é o mesmo: “Temos certeza que quem entrar, vai dar conta do recado”. Para Rodrigão, substituir Ricardo Oliveira não é só discurso pronto, e sim missão cumprida.

Foi assim contra São Paulo, Palmeiras e é como ele quer que seja neste domingo às 16h, contra o Corinthians, na Vila Belmiro, pela 24 rodada do Campeonato Brasileiro.
Titular na vaga do camisa 9, suspenso, assim como Lucas Lima e Victor Ferraz, Rodrigão tem bom histórico nos dois clássicos que jogou pelo Peixe desde que chegou.

Contra o Tricolor, fez o segundo da vitória por 3 a 0 no Pacaembu. No empate com o Palmeiras, participou da jogada que resultou no gol de empate, marcado por Gabriel.

Mas o que já marcou o centroavante de 22 anos no Alvinegro não foram só os clássicos, e sim a maneira como Rodrigão busca balançar as redes, seja em treino ou jogo.

Como os santos de causas impossíveis, ele é o atacante dos gols improváveis, daquelas jogadas em que ele é o último a acreditar de que ainda dá para balançar as redes.

– O Rodrigão que virão dentro de campo dará garra e terá muita determinação para fazer gols. Não tem bola perdida comigo, sou um cara bem batalhador dentro de campo e espero que eu possa ajudar muito – avisou Rodrigão logo em sua apresentação, quando ainda era conhecido “apenas” como artilheiro do Brasil, ao deixar o Campinense.

Além de raça, quesito essencial para um clássico, fé passa a ser indispensável para o Peixe. Sem três de seus principais jogadores, a vitória santista neste domingo significaria a aproximação do rival alvinegro na tabela.

Com a sequência de quatro derrotas seguidas no Brasileirão, o Santos viu o Corinthians se distanciar em quatro pontos na última vaga do G4 e a chance do título do Brasileirão ficar cada vez mais longe.

Segundo o matemático Tristão Garcia, do site Infobola, as possibilidades do Peixe erguer a taça são de 2%, número que não diz nada para o técnico Dorival Júnior, muito menos para o elenco santista, que encara uma vitória no clássico como a volta à disputa pelo título e não como o fim do jejum de vitórias.
Já que a fé não costuma falhar para Rodrigão e companhia, não custa andar também com o bom histórico por perto. Jogando em casa, o Santos não perde um clássico desde agosto de 2014.

Com reserva ou titular, com pastor ou santo, o Peixe joga para cima e cheio de esperança de gols.