Thiago Ferri
21/12/2016
08:44
São Paulo (SP)

Apesar da tensão política entre Leila Pereira, dona da Crefisa e FAM, e o ex-presidente do Palmeiras Paulo Nobre, clube e patrocinadora devem se reunir no início de janeiro para negociar a renovação do contrato. As tratativas serão tocadas por Maurício Galiotte, atual mandatário e com quem Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia, têm bom relacionamento.

O problema com Nobre começou no fim da última semana, após o ex-presidente em de seus últimos atos tentar frear a candidatura de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo. A patrocinadora já tinha uma relação ruim com o dirigente em 2015, após se irritar com a possibilidade de criar-se uma camisa retrô com a marca da Parmalat. Desde então, Galiotte foi quem passou a ter contato direto com os donos da Crefisa e FAM. A expectativa é de que o presidente consiga contornar o problema para que a parceria seja mantida. O dirigente, contudo, está em uma sinuca de bico.

A definição não sairá antes, pois Leila viajou para os Estados Unidos e só volta depois do Ano Novo. O contrato com o Palmeiras vence no fim de janeiro, e atualmente a patrocinadora paga R$ 78 milhões por ano, contando a verba para bancar os gastos de Lucas Barrios - cerca de R$ 1 milhão por mês.

Esta é uma definição importante para o futuro palmeirense, pois a partir disso o clube deve definir a política para trazer reforços mais caros. É o caso do atacante para a vaga de Gabriel Jesus. Lucas Pratto, do Atlético-MG, agrada tanto aos donos da Crefisa quanto ao Verdão, mas é preciso gastar algo entre R$ 35 milhões e R$ 50 milhões. Miguel Borja, centroavante do Atlético Nacional (COL), custa até mais do que isso, perto de R$ 70 milhões, e é visto como sonho distante. Hoje, a expectativa é de que o Palmeiras não gaste tanto em um único atleta, apesar dos quase R$ 90 milhões de superávit em 2016.

O meia colombiano Edwin Cardona, do Monterrey (MEX), passou a ser tratado como outro desejo do Verdão pela ESPN do México, mas fontes ligadas à diretoria não o veem como o principal candidato do setor. No seu caso, também, o valor a ser desembolsado é alto: mais de R$ 40 milhões. Para o setor, Alejandro Guerra, do Atlético Nacional (COL) e Gustavo Scarpa, do Fluminense, são alvos mais antigos.

Scarpa, inclusive, é outro jogador que pode ter sua negociação influenciada pelo aporte de Crefisa/FAM. O Verdão aceita cobrir o salário que ele receberia do Fluminense em uma possível renovação, mas para tirá-lo das Laranjeiras será preciso gastar mais, já que o atual contrato vence em 2019. Por Guerra, o Verdão mostrou-se disposto a desembolsar R$ 10 milhões e aguarda o time colombiano para seguir as conversas.