Após 20 temporadas, Kobe Bryant encerra carreira vitoriosa na NBA (Foto: AFP)

Após 20 temporadas, Kobe Bryant encerra carreira vitoriosa na NBA nesta noite (Foto: AFP)

Felipe Domingues
13/04/2016
15:16
São Paulo (SP)

Uma carreira irretocável. Durante 20 anos, Kobe Bryant foi muitas coisas para seus companheiros, fãs e rivais na NBA. Um professor, um espelho, um ídolo, mas, acima de tudo, o maior. Nesta noite, às 23h30 (de Brasília), contra o Utah Jazz, um dos melhores jogadores da história do basquete mundial se despede das quadras, longe de seu auge, mas mais reverenciado do que nunca.

Dos 81 jogos dessa temporada da NBA, o armador atuou em 65, em uma espécie de “tour de despedida”. Aos 37 anos, o pentacampeão esteve longe de ser o jogador que assumiu o posto de terceiro maior pontuador da história, mas ainda apresentou alguns costumeiros lances de brilhantismo.

Odiado pelos rivais, Kobe passou a ser aplaudido pelos mesmos, que contavam os poucos minutos que o atleta tinha em quadra. Amado pelos fãs, foi idolatrado, como não poderia deixar de ser.

Nos últimos 20 anos, Bryant foi o símbolo de uma liga que ainda lamentava a aposentadoria de Michael Jordan. Por isso, é considerado por muitos o sucessor da lenda e melhor das últimas décadas.

– Foi um privilégio acompanhar de perto as despedidas e homenagens que o Kobe recebeu, inclusive nos lugares onde o Lakers não é bem vindo e o Kobe sempre foi odiado. Ver as pessoas se rendendo por tudo que ele fez... – disse o armador brasileiro do Los Angeles, Marcelinho Huertas, ao L!.

– Ele é um mito do basquete, com um legado invejável e deixará um vazio grande na quadra e no coração dos fãs – completou.

Mas será que o astro entende o seu próprio tamanho na liga? A depender do número de homenagens que já recebeu durante a temporada e ainda irá receber quando pisar em quadra no Staples Center, ele está mais que ciente.

– Ainda não caiu a ficha para mim, veremos se acontece hoje. Não estou triste. Dei tudo que pude para por 20 anos na NBA. Me sinto grato por poder jogar esse jogo por tanto tempo – disse Kobe.

Hoje, quem acompanhar o histórico duelo, testemunhará um momento único do esporte mundial: o último grito de uma lenda.

Opinião: 'Kobe foi o nosso Jordan e o nosso Messi'
Lucas Pastore
Editor e colunista de basquete


Kobe Bryant foi o maior jogador de sua geração. Dizer que foi o melhor seria impor uma preferência que envolve questões subjetivas – pode existir quem prefira Steve Nash, Allen Iverson, Tim Duncan ou Shaquille O’Neal, por exemplo. Cada um com sua razão. Mas desde Michael Jordan, ninguém foi grande como o ídolo do Los Angeles Lakers conseguiu ser.

Competitivo e respeitado, Kobe chegou ao nível que supera o estrelato. Algo que Messi atingiu no futebol: tornou-se “intocável”, colocando-se em um patamar superior em relação a astros como Neymar, Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo.

Kobe foi o Jordan da nossa era. Foi o Messi do nosso esporte.