Igor Siqueira
27/04/2017
16:25
Rio de Janeiro (RJ)

Além do bate-boca entre clubes, a audiência pública sobre o Maracanã também serviu para que o governo do Rio desse um panorama atual a respeito dos planos para o complexo. O posicionamento do representante da Casa Civil não saciou os presentes, já que o poder público não sacramentou a realização de nova licitação para o estádio, continuando em cima do muro.

- Não existe posição definida sobre nova licitação. Tudo existe um devido processo legal. Existe alguém que está operando o Maracanã - disse o chefe de gabinete da Casa Civil, Marcelo Queiroz, que ainda completou:

- Não se descumpre um contrato de uma hora para outra. Cumpre esperar o processo. O que de fato estava errado na licitação anterior? O que os clubes pensam? O que a população espera? Existe uma noite muito nebulosa na sociedade quanto ao novo modelo. Pode clube? Pode só empresa? Acho que ninguém aqui está maduro quanto a este assunto.

O curioso é que há um discurso diferente dentro do próprio governo, já que o secretário estadual de Esporte, Thiago Pampolha, defende a nova licitação. Só que ele não participa dessa tomada de decisão.

- Ficamos um pouco restritos em comentar por conta da nossa não participação nesse processo. Queremos sim que a licitação seja feita, mas não é responsabilidade da Secretaria de Esporte. Estamos dando total apoio a essa iniciativa de licitar o Maracanã novamente - comentou.

A audiência contou, desde o início, com os presidentes de Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, Fluminense, Pedro Abad, e, do meio para frente, com os dirigente de Vasco e Botafogo, Eurico Miranda e Carlos Eduardo Pereira.

Autor do requerimento para a realização da audiência pública, o deputado estadual Carlos Osório (PSDB) ficou decepcionado com o desfecho e a falta de definição por parte do Palácio Guanabara.

- Infelizmente, o governo não se posiciona. Do ponto de vista prático, saímos da reunião como entramos, com uma indefinição total sobre o futuro do Maracanã, que segue com um concessionário que não quer estar lá, que não toma conta direito do Maracanã. O próximo passo é o poder legislativo exigir do governador uma posição. Não é possível que, mais de seis meses depois da Olimpíada, não haja posição. É frustrante, mas é um espelho do fracasso e da falta de credibilidade que temos hoje no Rio - disparou.