Comitê de Reformas da CBF (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Comitê de Reformas da CBF (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

LANCE!
19/02/2016
18:57
Rio de Janeiro (RJ)

O Comitê de Reformas da CBF tem 16 assuntos já delimitados para serem abordados pela comissão formada pela entidade. Mas nem por isso os integrantes pretendem ignorar convicções pessoais sobre o que é importante para o futebol brasileiro e, claro, que há muita convergência com os itens já em pauta.

O LANCE! conversou com alguns deles, como o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, um dos representantes de clubes na comissão.

– Pretendo defender uma pauta ligada às dificuldades que os clubes enfrentam. Calendário é o primeiro passo para o futebol brasileiro, algo que atenda ao conjunto de clubes e atletas. Não adianta fazer como a Liga, acrescentando mais datas. O ano é finito – disse ele, citando ainda revisão de encargos tributários, previsão do ato trabalhista na legislação nacional, uma forma de financiamento de CTs para os clubes formarem jogadores e redistribuição de cotas de TV.

Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, é o outro dirigente de clube no Comitê de Reforma e defende uma mudança de conduta na cartolagem.

- Lisura de comportamento, confiança nas relações, basicamente agir para que não ocorra ação de corrupção, suborno e má conduta no meio do futebol e isso em todos os níveis - afirmou.

Na visão do advogado Alvaro Melo Filho, outro membro do Comitê, é preciso uma normativa que dê base às mudanças.

– A prioridade é código de ética e estatuto. Isso é importante porque é o caráter institucional. Mas é difícil hierarquizar. Não adianta fazer o melhor estatuto, se o calendário enterra – afirmou.

A discussão sobre as mudanças no estatuto serão conduzidas pelo presidente da Federação Bahiana, Ednaldo Rodrigues.

- Eu sou um dos que mais criticavam o estatuto, mas de forma construtiva, para tentar apontar melhoras. Nunca deixei de falar o que sentia. Queremos melhorar o futebol brasileiro. O futebol precisa ser mais profissional, precisamos que os dirigentes sejam mais ativos. Eu luto para participar mais. Os dirigentes precisam estar cada vez mais ligados ao trabalho - disse Ednaldo.

Ana Paula Oliveira, que atualmente é da comissão de arbitragem da CBF, além da batalha óbvia por melhores condições para a turma do apito, garante que o futebol feminino será uma das prioridades.

- Vou ter um olhar mais delicado para o futebol feminino e arbitragem. Ela já é vítima de preconceito. Evoluímos muito. Mudou-se o olhar um pouco, mas a arbitragem feminina ainda é alvo. Entendo que a melhor forma é trabalhar a formação e educação em relação a isso - completou a ex-assistente.

MEMBROS DO COMITÊ DE REFORMAS

1 - Walter Feldman, secretário-geral da CBF (presidente)
2 - Rogério Caboclo - diretor executivo de gestão da CBF
3 - Edmilson - pentacampeão do mundo
4 - Ricardo Rocha - tetracampeão do mundo
5 - Ana Paula Oliveira - ex-bandeirinha e membro da comissão de arbitragem da CBF
6 - Carlos Alberto Torres - tricampeão do mundo
7 - Carlos Alberto Parreira - ex-técnico da Seleção Brasileira
8 - Caio Rocha - presidente do STJD
9 - André Ramos Tavares - advogado
10 - Alvaro Melo Filho - advogado
11 - Luiz Felipe Santoro - advogado do Corinthians
12 - Castellar Neto - presidente da Federação Mineira
13 - Leomar Quintanilha - presidente da Federação Tocantinense
14 - Ednaldo Rodrigues - presidente da Federação Baiana
15 - Carlos Augusto Barros e Silva - presidente do São Paulo
16 - Carlos Eduardo Pereira - Presidente do Botafogo
17 - Formiga - jogadora da Seleção Brasileira