Boca e San Lorenzo se enfrentam nesta quarta-feira (Foto: Divulgação/AFA)

Boca e San Lorenzo se enfrentam nesta quarta-feira (Foto: Divulgação/AFA)

Gustavo Grabia - do Diário Olé - Pool do LANCE!
09/02/2016
17:21
Buenos Aires (ARG)

Amanhã ((quarta-feira), Boca e San Lorenzo disputarão para ver quem fica com a Supercopa, primeiro título oficial da temporada. Até ontem era uma partida importante, mas não definia o futuro imediato dos grandes que joga. No River, por exemplo, não se criou um problema após a derrota com o Huracán em 2015. Mas desta vez há um cenário diferente. A sensação é que em Córdoba, o crédito de Rodolfo Arruabarrena e de Pablo Guede ficará ligado ao resultado.

Não deixa de ser chamativo e fala do sucesso com que se maneja o ambiente: o Vasco (Rodolfo Arruabarrena) se joga com o apoio nos 90 minutos, apenas dois meses depois de levantar o primeiro e insólito torneio de 30 equipes. E no caso do técnico do Ciclón, sua ideia ousada precisa de muito mais tempo de quilometragem do que um mês de treinamentos.

Dado este cenário, teremos que perguntar se a violência que aconteceu no verão em campo de jogo não é produto das urgências injustificadas que nascem e crescem do lado de fora. Parece que essa selvageria leva os jogadores a pensarem um outro conceito de futebol, exaltando a importância de correr, suar e bater, ao invés de uma estratégia que o treinador queira aplicar.

Juan Román Riquelme, cerebral dentro e fora de campo, deixou ontem um conceito claríssimo. A primeira coisa que o Boca deve fazer é se acalmar e pensar o que quer fazer com a bola quando a tem. O mesmo poderíamos dizer sobre tudo o que consumimos do futebol. O jogo que queremos também depende do que exigimos. Talvez, se começarmos a relaxar um pouco, começaremos a aproveitar de um futebol muito mais harmonioso.