Diego Alves, do Valencia

Diego Alves falou da transição entre as novas diretorias (Foto: AFP)

Mário Boechat
01/01/2016
09:10
Valencia (ESP)

Um dos clubes mais tradicionais da Espanha, o Valencia foi recentemente comprado pelo magnata Peter Lim. A injeção de dinheiro no clube ainda não foi tão intensa, mas já garantiu a contratação de alguns bons nomes, que levaram os 'Che' para a Liga dos Campeões nesta temporada.

No Valencia desde 2011, Diego Alves presenciou toda essa transição no clube, com a mudança de presidentes e a chegada de uma mulher ao cargo, além do controle do bilionário de Singapura. 

Recentemente, o Valencia foi adquirido pelo magnata Peter Lim. Você viu alguma diferença nas gestões? Ele é uma pessoa fácil de se lidar?

O Peter Lim não fica em Valencia, mas em Singapura. Quem comanda o clube é a Lay Hoon Chan, que ficou no lugar do Amadeo Salvo. Eles fazem muito essa ponte Singapura-Valencia sempre que há algo importante. É um estilo de levar o clube de maneira diferente. Eles são mais distantes dos jogadores do que era a gestão anterior, mas sempre que pode o Peter Lim está em Valencia prestigiando o time e isso é bom, pois percebemos que ele está preocupado com a equipe.

Peter Lim (Foto: AFP)
Peter Lim é o novo dono do Valencia (Foto: AFP)

Essa distância pode prejudicar?

O Peter Lim é o dono, a Lay Hoon é a presidente. Ela costuma estar mais vezes aqui em Valencia. Mas não é igual quando o Amadeo era o presidente. É um estilo diferente de movimentar o clube, mas vamos nos acostumando.

Como é ser comandado por uma mulher? Não é comum ver uma mulher em cargos como esse no futebol...

É o primeiro time que o Peter Lim compra e é a primeira experiência dele no futebol. E acredito que seja a primeira vez que a Lay Hoon trabalhe em um clube. Tem muitas coisas que eles nunca passaram, como pressão, de algumas coisas que nós jogadores já estamos acostumados no meio do futebol e eles não estão. Mas, com o tempo, podem pegar experiência e nos ajudar.

Diego Alves, do Valencia
Diego Alves é um dos capitães (Foto: Divulgação/valenciacf.com)

Você é um dos principais jogadores do elenco e um dos capitães. Acredita que isso é a confiança que depositam em você?

Faz cinco anos que estou no Valencia. Peguei times mais experientes, outros com jogadores mais jovens, como na temporada passada, com muitos atletas que não tinham jogado o Campeonato Espanhol. Me considero um jogador experiente, mas hoje em dia a idade não influencia mais em relação à experiência. Hoje, há muitos jovens atuando com experiência. Tenho esse ponto de liderança que o clube deposita em mim. Não foi pedido, mas conquistado pelo meu trabalho e pela confiança do clube em mim.

Você falou de jovens jogadores, e o Valencia tem alguns importantes no elenco, como o Gayá, Barragán...

O Gayá é um nome certo. Ele participa da seleção sub-21, já foi convocado para a principal. Temos também o Paco Alcácer. O Valencia mistura jogadores jovens e aqueles com experiência para ajudar. Mas é difícil lidar toda a temporada. Quando tem uma pressão, uma situação difícil, é mais difícil reverter quando se é jovem. Precisa ter bastante personalidade e experiência. Esses jogadores podem crescer muito no futuro, mas com personalidade e liderança.