Matheus Dantas e Vinícius Britto
22/07/2016
08:30
Rio de Janeiro (RJ)

Principal nome a frente da construção do Centro de Treinamento do Fluminense, Pedro Antônio Ribeiro também foi o principal financiador das obras do complexo esportivo na Barra da Tijuca, que foi inaugurado nesta quinta-feira, data em que o clube completou 114 anos de existência.

Atualmente, o clube das Laranjeiras está em débito com o dirigente, que já teve mais de R$ 18 milhões reembolsados. Questionado sobre o valor total do complexo esportivo, Pedro Antônio foi breve: custará um Kenedy.

- Tivemos grandes doações, várias anônimas. Conseguimos mais de R$ 1 milhão de arrecadação. O resto saiu da minha conta. O Fluminense fez o reembolso. Tudo que está sendo feito aqui vai custar um Kenedy. Ele foi vendido (ao Chelsea, da Inglaterra) por US$ 10 milhões (R$ 32 milhões na cotação atual). É o preço que o CT vai custar - explicou o dirigente.

Na diretoria, o pensamento é de que o complexo esportivo será uma garantia de salto de qualidade do departamento de futebol. O Centro de Treinamento terá três campos, uma piscina de 25 metros, academia de musculação de 900 metros quadrados, sala de aquecimento, piscina de 25 metros com três níveis de profundidade para recuperação dos atletas.

- Terá uma influência na preparação atlética, os jogadores poderão atingir uma condição física muito maior (por conta das novas instalações). E tem outra influência: a escolha do bom jogador. O jogador não vai querer ir para outro clube. Além disso, vai ser mais barato. Sabendo da qualidade daqui, na Barra. Essa diferença não é mensurável matematicamente, mas no dia a dia vocês vão ver com o jogador, que também não vai querer sair daqui com todas essas facilidades -  avaliou o vice-presidente de projeto especiais.