Igor Siqueira
24/10/2016
11:33
Rio de Janeiro (RJ)

Nem bem teve o gostinho de retornar ao Maracanã, e o Flamengo já corre risco de ficar novamente sem o estádio para exercer o mando de campo no Brasileirão. A briga entre torcedores do Corinthians e policiais, que teve rubro-negros provocando e arremessando objetos do outro lado da grade, é o principal motivo. 

Além disso, a torcida do Flamengo arremessou um copo na cabeça do meia corintiano Marquinhos Gabriel na comemoração do segundo gol, e o clube pode ser enquadrado no STJD por conta disso.


A procuradoria do Tribunal já está analisando as imagens dos episódios no Maracanã. Além disso, o árbitro Anderson Daronco relatou na súmula a pancadaria nas arquibancadas. "Antes do início da partida, no aquecimento dos árbitros no gramado, às 16h30, houve uma briga generalizada no espaço reservado para torcida visitante, no setor Sul rampa B, envolvendo alguns torcedores do Corinthians com a polícia local. Cabe salientar que durante o jogo nada houve de anormal", escreveu o árbitro gaúcho.

Pelo artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), as infrações podem ser punidas com perda de até 10 mandos de campo, além de multa de até R$ 100 mil.

O texto traz a possibilidade de um atenuante. Caso os responsáveis sejam identificados e detidos, tem chance de ser eximido da culpa. Portanto, a ação do Gepe de levar 64 torcedores à Cidade da Polícia, enquadrar 42, sendo 31 em flagrante, pode auxiliar o Flamengo.  O clube ainda ressaltou que identificou dois arremessadores de objetos no gramado e os conduziu à 18ª DP.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello já revelou a torcida para que o Flamengo não fique novamente sem o Maracanã.

- Espero que não, porque o policiamento agiu com presteza. É lamentável ver um policial trabalhando ser agredido covardemente como foi. Mas claro que todas as providências foram tomadas. É claro que quando você lida com gente dessa espécie, você tem que esperar alguma coisa. Mas o importante é tomar as providências necessárias. Tenho certeza, espero, que isso não vai se repetir - comentou o dirigente.