Preparador do Audax

Leandro Idalino voltou ao Audax no início deste ano (Foto: Divulgação)

Ana Canhedo e Marcio Porto
23/04/2016
10:05
São Paulo (SP)

Assim que a bola rolar em Itaquera, neste sábado, o trabalho de Leandro Idalino, preparador de goleiros do Osasco Audax, estará no centro das atenções. É com ele que os goleiros Sidão e Felipe Alves aperfeiçoam o estilo de jogo inovador da equipe de Fernando Diniz. Por trás do profissional, há ainda mais um ingrediente para a partida: pouca gente sabe, mas uma das engrenagens da sensação do Campeonato Paulista teve sua formação no... Corinthians!

Antes de chegar ao Audax, Idalino passou dez anos treinando os garotos da base que poderiam, um dia, estar na meta alvinegra. Por ele passaram nomes como Danilo Fernandes, hoje no Sport, Weverton, do Atlético-PR, Julio Cesar, do Náutico, e até Matheus Vidotto, atualmente terceiro goleiro da equipe de Tite. Corinthians? Sinônimo de gratidão. E é tudo.

– Eu sou muito grato a essa instituição, que com certeza me formou para o mercado. Tive a honra de trabalhar nesse clube, ajudando na formação de goleiros, com vários meninos que estão se destacando no profissional. Para mim foi fundamental. Mas hoje estou do outro lado, tenho uma família para sustentar, tenho o clube que me acolheu muito bem. Vejo muito o lado profissional – afirmou Leandro, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Depois da goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo, o Audax ganhou os holofotes, mas nada interferiu no futebol aplicado, garante Leandro. Ou seja, o futuro do time vai, sim, começar sempre pelo goleiro.

– Para muitos é uma maneira arriscada de jogar, para a gente, não. A gente treina exaustivamente, os goleiros são inseridos no modelo de jogo com o Diniz. Então tem todo um processo, todo um apoio por trás para ter esse trabalho – diz.

Entregar? Nem em Itaquera.

Entrevista com Leandro Idalino

Por que adotar esse estilo?
É uma tendência. Com o passar do tempo, a maioria dos clubes já está adotando, até os grandes de maneira mais convencional. Você melhora a posse de bola, vai desgastando o adversário, a bola chega para os atacantes com mais qualidade.

Você sempre utilizou este estilo? Inclusive no Corinthians?
Sou humilde em falar, tenho de me adaptar ao trabalho do treinador. Não adianta nada eu querer que meus goleiros joguem com os pés, tenha qualidade, sendo que o treinador pensa diferente, quer um jogo mais verticalizado. Então, sempre procuramos nos adaptar ao modelo de jogo do treinador. Mas desde a minha formação, já via essa evolução no futebol. Com Diniz encaixou perfeitamente o trabalho.

O que altera nos treinos?
Nos outros clubes a gente trabalha o goleiro pra defender a baliza. Não podemos perder essa essência defensiva, mas aumentamos a carga de treinos para os pés. Alternativas.