Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
26/05/2016
14:27
São Paulo (SP)

Nas últimas semanas o técnico Tite pediu calma e apoio da Fiel torcida por mais de uma vez. Além disso, afirmou estar surpreendido com a impaciência dos torcedores nos jogos na Arena. Nesta quinta-feira, após a vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, ele voltou a se dirigir ao torcedor, em entrevista coletiva, mas desta vez para agradecer.

- Quero agradecer ao torcedor. Não temos pretensão de treinar sentimento e reação do torcedor, foi um pedido porque é uma equipe que não está suficientemente madura. Incentivar e apoiar é a melhor maneira de ajudar. O importante é o Corinthians, o clube, não quem joga. Quero agradecer quem deu esse apoio. Trouxe o que o grupo necessitava. Se não vem a força, a gente sente - comentou o técnico.


Contudo, quando questionado sobre as vaias a André, quando o camisa 9 substituiu Luciano no segundo tempo, Tite se calou. Depois de pensar por alguns segundos, ele voltou a agradecer o apoio do torcedor e ignorou as críticas.

O treinador exaltou a atuação corintiana diante da Macaca e também falou que se sentia pressionado pela sequência de cinco confrontos sem vitória.

- Num grande clube há a pressão por desempenho e resultado. O que mais gostei é que não abrimos mão do nosso jogo. Ninguém aqui fez gol e enfiou a bunda lá atrás, fez anti-jogo. Estava incomodando (a falta de vitórias). Eu estava pressionado, sim - contou.

Veja outros trechos de destaque da entrevista coletiva do treinador:

Mudanças na equipe
"Usamos duas linhas de quatro, com dois homens mais avançados, o que deixa a equipe um pouco mais compactada, mas para os homens de lado não muda muito. O Guilherme tem mais liberdade e há mais infiltração dos volantes. Não consigo conhecer todos os atletas, as variantes, não pensava em jogar Marquinhos, Giovanni Augusto e Guilherme, porque pensava que não daria infiltração. Chegou no jogo e eles infiltraram muito. Vou conhecendo também. Se você tem uma equipe campeã brasileira e um sistema montado, ajusta. Jogamos muito bem no Paulista, embora o time não tenha batido campeã. Mas buscamos reajustar."

Cristian e Bruno Henrique
"O sistema permite atuar com meio-campistas, e o Cristian não é brucutu. Agora posso externar: ele está melhor fisicamente, construiu isso com nutricionista, equilibrando força... Por isso produziu bem hoje. E nessa mudança você precisa ter qualidade de passe, o que tem o Bruno Henrique. Penso que repetimos o padrão do último jogo, mas hoje traduzimos em gols."

Mudança do jogo para as 11h
"Quem solicitou e entrou em contato foi o Edu Gaspar (gerente de futebol), com consentimento do departamento médico, de preparação física e de fisiologia. Tem que ter 72 horas de recuperação no mínimo. Fico à vontade para falar porque falei isso na CBF. Esse horário é bom como espetáculo para o torcedor, mas é desumano. Quando o jogo acontece com menos de 72 horas, o risco de estourar o atleta é muito grande."

Escalação do próximo jogo
"Não sei como vai ser. Se tivesse todo mundo recuperado... Como vou fazer? Todos estarão preparados."

Corinthians melhor que a Ponte

"Temos que entender que um jogo de futebol tem duas equipes, você não vai dominar o jogo todo. Nem o Barcelona vai. Em alguns momentos vai sofrer. Se for superior em dois terços do jogo, a chance de ganhar é grande. Quando o adversário está melhor tem que ser compactado, organizado."