Gabriel Carneiro
20/09/2016
06:30
São Paulo (SP)

Fabio Carille faz parte da comissão técnica do Corinthians há sete temporadas. Trabalhou com Mano Menezes, Adilson Batista, Tite e até Cristóvão Borges, demitido na semana passada. Ele já apagou incêndios em quatro jogos durante seu período no Timão, mas nunca enfrentou um desafio tão grande quanto o deste momento. Será do ex-auxiliar, agora treinador, a missão de ajudar a devolver a paz ao Parque São Jorge.

Mesmo diante de um cenário adverso, com turbulências dentro e fora de campo, Carille estabeleceu importantes metas a curto e médio prazo. A primeira é solucionar os problemas defensivos do Corinthians, que não vence há três jogos, então dar confiança aos jogadores e, por fim... ser efetivado no comando técnico. “Quem sabe?”, ele mesmo questionou em sua “apresentação”.

– O Zé Ricardo no Flamengo foi um interino que teve respaldo. Pode acontecer. É um sonho também. A oportunidade está aí, está aparecendo agora. A partir de agora vou ser avaliado – diz o técnico de 42 anos.

Zé Ricardo, a inspiração de Carille, trabalhou nove anos no Flamengo antes de receber confiança da diretoria e dirigir o time profissional – hoje segundo colocado, um ponto atrás do Palmeiras. Carille não está longe, pois são sete temporadas de Corinthians e só agora a chance apareceu de dirigir a equipe principal em uma mínima sequência de confrontos.

Definidas as três metas, Carille agora corre atrás. Como ex-zagueiro profissional, tentará implantar medidas para acertar a defesa a começar pelo jogo de amanhã, contra o Fluminense. No ambiente, o profissional é querido e respaldado, tem o perfil pacífico e é motivador.

O terceiro objetivo é mais complicado, dada a pressão do momento, mas o novo técnico tem se cercado de elementos positivos: Fernando Lázaro, coordenador do Cifut (Centro de Inteligência do Futebol do Corinthians) será seu auxiliar, e apoiará o trabalho técnico com dados e números. Mauro da Silva, observador, estará mais próximo para dar suporte ao trabalho de Carille. Pode estar só começando. Ou não. “Quem sabe...”.

– Tudo tem seu momento, o meu está aparecendo agora – ele reflete.