Flamengo x Botafogo

Seu único gol pelo clube foi logo no clássico contra o Flamengo, na Ilha (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven/Lancepress!)

Felippe Rocha e Vinícius Britto
24/09/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Com Jair Ventura, o Glorioso cresceu no Brasileiro e se afastou da zona de perigo. Contra o América-MG, neste sábado às 21h, no Independência, o time busca a segunda vitória seguida, que o permitiria até sonhar com vaga no G4. Essa regularidade na sequência é fundamental para almejar algo grande. E quando a palavra regular vem à tona, o clube tem um exemplo dentro do elenco, vestindo a histórica camisa 6 alvinegra: Diogo Barbosa.

Seja com Ricardo ou com Jair, Diogo tem sido indiscutível em 2016. Titular absoluto desde que chegou em General Severiano, o lateral-esquerdo conversou com o LANCE! e admitiu estar vivendo o melhor momento da sua carreira. A regularidade impressiona: ele é o terceiro jogador que mais atuou na temporada no elenco alvinegro, atrás somente de Neilton e Bruno Silva.

– Certamente é o melhor ano da minha carreira. Tive uma grande sequência de jogos. Além disso, venho com uma regularidade muito boa. Vem sendo um ano muito bom. Diante da proporção de jogos que venho disputando, consigo manter a regularidade técnica. Isso faz com que eu me destaque – valoriza.

Por se tratar de um jogador de 23 anos, a evolução ganha maior destaque. No Carioca, Diogo ainda deixava alguns espaços atrás. Mas nem isso o impediu de ser eleito o melhor lateral esquerdo do torneio. Mais maduro agora, o lateral consegue dosar as subidas ao ataque. A evolução defensiva é outro ponto de destaque do jogador para esta maior regularidade dentro do Botafogo.

– Às vezes, por sermos muito ofensivos na hora que atacamos, nós damos espaço. No início do ano, o time era novo, com muitas peças, sendo construído. Tinha esse espaço. O Ricardo (ex-técnico) treinou bastante a linha defensiva e as subidas dos laterais. A parte defensiva foi melhorando com o futebol, tanto minha quanto do Luis Ricardo. Temos uma regularidade e facilidade em cortas os espaços nas laterais – disse o lateral, em conversa com o LANCE!.

Regularidade, evolução... e polivalência. Se Jair Ventura precisa, Diogo quebra o galho no meio-campo, fazendo dupla com Victor Luis pela esquerda. Mas, com o companheiro suspenso, ele volta para a posição de origem neste sábado. A preferência, segundo o próprio Diogo, é mesmo pela lateral-esquerda.

– Não é novidade. Jogo na mesma função, mas na segunda linha. Sou lateral, mas foi a necessidade pelos desfalques. Nova opção para o Jair. Se precisar, faço. Mas prefiro continuar como lateral – completa, ao L!.

Lateral quer renovar e diretoria já conversa

Com contrato até o final deste ano e por estar bastante valorizado, a diretoria alvinegra já começou a se movimentar e buscar uma prorrogação do vínculo de Diogo Barbosa com o Botafogo. E, segundo o lateral revelou ao LANCE!, o desejo é de renovar e permanecer mais tempo em General Severiano.

– Claro que eu quero renovar. O Botafogo é um time grande, de muito peso. Mas estou focado no campeonato. Deixo isso para os meus empresários. Tivemos conversas, mas nada se concretizou ainda. Estou focado em ajudar e deixo para o meu empresário para eu não me perder – destacou o lateral esquerdo de 23 anos, que deu quatro assistências nesta temporada.

O gerente de futebol do clube, Antônio Lopes mantém o contato diário com os representantes do atleta para não dar brecha a possíveis propostas de outros clubes, principalmente estrangeiros. Valorizado, é de desejo do Botafogo renovar o contrato por um longo período, ainda mais por se tratar de um atleta jovem e com potencial para render um bom dinheiro em uma venda futura.

Ele é um dos poucos atletas do time titular que tem o contrato se encerrando no final deste Campeonato Brasileiro. Do time que vai a campo em Minas, somente Sidão e Neilton - emprestado - não tem vínculos mais longos no Bota.

BATE-BOLA COM DIOGO BARBOSA, EXCLUSIVO AO LANCE!:


1. Você se destacou no início do ano, sendo o melhor lateral do Campeonato Carioca. Qual foi a sensação na hora da premiação?

Fiquei muito feliz. Quando cheguei, ninguém me conhecia. Gerou muita dúvida. Durante o campeonato, fui crescendo, aparecendo. A torcida pode me conhecer. A premiação coroou o campeonato que eu fiz. Mantive a regularidade e fui coroado por ela. É questão de confiança do atleta.

2. Seu único gol com a camisa do Botafogo foi logo em um clássico, contra o Flamengo. E em um belo chute... você estava predestinado?

Fiquei feliz. Eu fazia grandes jogos, mas não marcava meu gol. Queria muito, e ter saído em um clássico foi gratificante. Acertar aquele gol, da forma que foi... tem que sair outro para coroar. Tomara que seja mesmo no Independência.

3. Na sua passagem, você se lesionou na final do Carioca e ficou um mês fora. Teve receio pela titularidade na época, com o Victor Luis chegando?

Receio, não. Eu estava procurando melhorar o mais rápido para jogar. Quando voltei, o time não estava tão bem. Até por isso, facilitou minha volta. O time não vinha bem. O Victor foi bem, fez grandes jogos. Ele é mais força, e eu sou mais leve. Mas é muito bom. Fez grades jogos. Minha preocupação sobre jogar passava apenas pelo Ricardo Gomes na época. E consegui voltar titular.

4. Como vê o trabalho atual do Jair em comparação ao do Ricardo Gomes?

Difícil diferenciar. O Jair pegou o time e nós engrenamos. Quando gera mudança, as coisas se alteram. E começaram a dar certo. Claro que tem o dedo do Jair. Não dá para falar que não. É novo, mas é um cara que treina os pequenos detalhes que fazem a diferença. Estudioso e com qualidade.