Goias Flamengo e Botafogo

Com 75% de aproveitamento no segundo turno, Botafogo leva a melhor sobre concorrentes (Foto:Divulgação)

Aigor Ojêda, Felippe Rocha e Vinícius Britto
14/10/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Começou exatamente na primeira rodada do segundo turno. Contra o São Paulo, fora de casa, o Botafogo começava uma inesperada reação. Eram os primeiros passos de Jair Ventura após ele ser efetivado como técnico da equipe principal. O time foi vencendo, foi vencendo e... continua vencendo! A briga por vaga na Libertadores é uma realidade, e campanha que vai levando o Glorioso a tal feito pode superar outras já históricas do Brasileiro por pontos corridos.

Logo na primeira edição do atual formato da principal competição nacional, o Goiás chegou a ocupar a penúltima posição. Era o 23º de 24 equipes, na edição de 2003, com quatro clubes a mais do que hoje em dia. Até que Cuca conseguiu fazer o Esmeraldino de Grafite, Araújo e Dimba deslanchar e obter uma das melhores campanhas daquele returno. Chegou a ter seis vitórias seguidas, após o rebaixamento ter sido previsto por alguns.

Em 2007, o Flamengo é quem vivia drama na 19ª e penúltima posição no fim do primeiro turno - já com 20 clubes. Sob a batuta de Joel Santana e com jogos remarcados no Maracanã por causa dos Jogos Pan-Americanos, a torcida e o Mário Filho ajudaram a empurrar o Rubro-Negro no final. O resultado foi a terceira colocação. Nos últimos 12 jogos, o time conquistou nove triunfos.

Ainda faltam oito jogos para o fim do Campeonato Brasileiro e a briga promete ser longa, mas o Glorioso já fez história. O aproveitamento do time, na competição, com Jair Ventura, é de 75%, superior a de campeões. A arrancada goiana rendeu 64%, enquanto a flamenguista chegou a 63%. Para o treinador alvinegro, estar como azarão na disputa foi e pode continuar sendo bom para a equipe se garantir na próxima edição da Taça Libertadores da América.

– Falei na preleção, acho que nós não estávamos preocupados com o que as pessoas achavam, com quem dizia que iria cair. Precisávamos mostrar sim para as pessoas que acreditam na gente. Essas que a gente não podia decepcionar. Isso que falei na preleção, lutar pelas pessoas que acreditam na gente – analisa o comandante e um dos responsáveis pela arrancada do Glorioso no ano.

De candidato ao rebaixamento para postulante da parte de cima da tabela. Sem a pressão de outros clubes com maior investimento, o Glorioso vai crescendo e, junto com Jair, se permite sonhar alto. Pela América!