Jefferson - camisa (Imagem: Reprodução/Premiere)

O goleiro Jefferson utilizou o número 21 de forma improvisada no Clássico Vovô (Imagem: Reprodução/Premiere)

LANCE!
14/03/2016
15:56
Rio de Janeiro (RJ)

O duelo entre Fluminense e Botafogo, neste domingo, atrasou seis minutos porque o goleiro Jefferson precisou trocar de uniforme. Um esparadrapo foi colado às costas do arqueiro e o problema só foi solucionado de maneira definitiva no intervalo da partida. Diante do episódio, o especialista em marketing e membro da Academia LANCE! João Henrique Areias lamentou o ocorrido não só para a imagem do Glorioso, mas como um retrato da organização do futebol brasileiro.

"Vejo de forma lamentável. Não é ruim só para o Botafogo, mas para o futebol brasileiro como um todo. É uma grande equipe, uma das maiores do país e a repercussão foi nacional, não só de um campeonato local, e muito negativa. Mostra falta de profissionalismo que não é privilégio do Botafogo. Até hoje não conseguimos, por exemplo, mudar o modelo de gestão dos clubes, que seguem dirigidos por voluntários e não por profissionais, como era feito no século passado.

Não surpreende ninguém. É pitoresco. Mais um dos fatos negativos para as imagens... Botafogo, Vasco, Fluminense... o Flamengo, recentemente, não teve aprovada a cidade de Brasília como sede para o Brasileiro. O torcedor não sabe onde o time vai jogar, é um absurdo! Dizia um amigo que "se cobrir vira circo, se cercar vira manicômio". Assim é o futebol brasileiro gerido pela CBF e pelas federações estaduais

Agora não adianta explicações de um lado ou de outro, achar culpado (após o jogo, Jefferson revelou que o árbitro lhe confessara não ter visto os uniformes antes de as equipes subirem para o campo de jogo). O que passa não é só para o torcedor. Um ou outro pode observar, outros não. Mas o mercado, patrocinador, mídia. Nem em campeonato de várzea eu vi isso acontecer. É inimaginável. Não pode acontecer.

Não é privilégio do Botafogo. É um modelo que toma conta do nosso futebol. Amadorismo. É inconcebível para um pais que já foi o número um do futebol. Já estamos "sete anos a um" atrasados em relação ao futebol internacional."