Felippe Rocha
18/11/2016
03:00
Rio de Janeiro (RJ)

O setor que vem causando mais preocupação nas últimas rodadas ao Botafogo será reformulado de maneira quase que natural no ano que vem. Não apenas pelos percalços que três jogos sem fazer gols provocam na reta final do Campeonato Brasileiro, mas pelas situações individuais dos atacantes para um futuro nem tão distante. A começar pelo artilheiro da equipe na principal competição do país. Há cerca de 20 dias, o Locomotiv de Moscou, da Rússia, fez uma sondagem por Sassá. Não há confirmação de avanços, pelo menos por enquanto, nem com o jogador, nem com o clube alvinegro.

Ainda é cedo para saber se o centroavante que esteve suspenso na última rodada estará em General Severiano em 2017, mas o fato é que o grupo de postulantes à camisa 9 já tem um concorrente: Roger, que fez de 2016 sua melhor temporada, chegará para janeiro, com a experiência de seus 31 anos.


Mas muita coisa ainda pode mudar. Luis Henrique já pode até assinar pré-contrato; Vinícius Tanque teve algumas oportunidades, mas também nunca foi unanimidade em termos técnicos; Renan Gorne, destaque no time sub-20 multicampeão nesta temporada, está pedindo passagem, mas ainda há Canales, que chegou com a missão de resolver os problemas de finalização do Glorioso já no atual semestre. Só marcou um gol, no entanto. Lesionado, resta saber como ele voltará para os primeiros treinos. Passou por problemas particulares, ele tem contrato até o fim do ano que vem e pretende cumpri-lo.

E ainda há Neilton e Rodrigo Pimpão. O primeiro pertence ao Cruzeiro, que pretende vendê-lo - ou pode até utilizá-lo na próxima temporada - e a novela para a permanência ou não do camisa 7 em General Severiano promete demorar. Por sua vez, o companheiro chegou para ser concorrente pelos lados do campo, mas já chegou a atuar como falso nove.

Muita coisa pode e vai acontecer. Até o fim do Brasileiro, depois e até o início do ano que vem.