Kalil

Kalil teve vitória confirmada com 97% das urnas apuradas (Foto: Reprodução)

RADAR / LANCE!
30/10/2016
19:21
Belo Horizonte (MG)

Alexandre Kalil está confirmado como novo prefeito de Belo Horizonte. Com 628.050 votos (52,98%), o ex-presidente do Atlético-MG teve sua vitória nas urnas sacramentada na noite deste domingo, após um intenso e atípico "Segundo turno atleticano" realizado contra o ex-goleiro João Leite.

Em suas primeiras palavras após ter a vitória confirmada (quando 97% das urnas foram apuradas), Kalil se emocionou:

- As noites que eu chorei no meu quarto sozinho com a minha mulher valeram a pena agora. Não guardo mágoas de ninguém. Acho que fiz uma boa caminhada. É como diz o (Mahatma) Gandhi: primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence.

Em seguida, o empresário, que foi presidente do Atlético-MG durante o período dos títulos da Copa Libertadores, Recopa e Copa do Brasil, mostrou seu tom brincalhão quanto à divisão política que marcou o país recentemente:

- Acabou "coxinha", acabou "mortadela". O papo agora é quibe - disse, em referência a descender de libaneses.

Eleito em sua primeira tentativa para a Prefeitura, o candidato concorria na coligação "Pra BH Funcionar". Já o ex-goleiro do Atlético-MG, João Leite, da coligação "Juntos Por BH", obteve 557.356 votos (47,02%). Foram 15,52% de votos nulos (230.951 votos) e 4,85% (72.131) dos votos foram brancos. Nesta eleição, 438.968 pessoas se abstiveram de votar (22,77%).


Kalil, que terminara o Primeiro Turno na segunda colocação, passou a ficar na frente de João Leite nas pesquisas somente a dez dias da realização do Segundo Turno. Com o bordão "Chega de político, agora é Kalil", o ex-dirigente do Atlético-MG frustrou pela terceira vez uma tentativa de João Leite ao cargo.

Em seu pronunciamento após a derrota confirmada, o ex-goleiro, que estava ao lado de Aécio Neves, questionou o excesso de abstenções na eleição de Belo Horizonte:

- Como homem público, saio dessa eleição preocupado com o alto índice de abstenção, que mostra grande distanciamento da sociedade com a política. Negar a política proporciona ambiente para o autoritarismo e o preconceito. Espero que em nossa cidade não aconteça isso. Diferente do futebol, em que às vezes há empate, na política a gente ou ganha ou perde. E hoje perdemos, mas continuaremos nossa caminhada falando a verdade.

*Atualizada às 20h58