David Nascimento
04/12/2018
12:00
Rio de Janeiro (RJ)

Depois de dois anos na lateral direita, sua posição de origem, mas sem muito destaque, Yago Pikachu terminou valorizado após a sua terceira temporada no Vasco. Pela equipe cruz-maltina, o agora meia fechou 2018 como artilheiro em São Januário, com 19 gols. Com boas atuações ao longo dos 59 jogos disputados, ganhou projeção fora do Brasil e pode vir a deixar o Vasco nesta janela de transferências de fim de ano. A informação foi publicada inicialmente pelo "Uol" e confirmada pelo LANCE!.

Yago Pikachu recebeu nas últimas semanas sondagens do futebol asiático e dos Estados Unidos da América. No caso da Ásia, as conversas vêm evoluindo, com a expectativa atual sendo por um desfecho até o fim deste mês. Os diálogos estão acontecendo por meio do empresário Carlos Leite, que assumiu neste semestre a condição de cuidar da carreira do meia, então agenciado pelo pai do próprio atleta, Carlos Lisboa. Esta troca de empresário ajudou Pikachu a ser conhecido internacionalmente.

Praticamente ao mesmo tempo que Carlos Leite passou a empresariar Pikachu, o contrato do meia com o Vasco foi renovado até 31 de dezembro de 2021. Nas conversas pela renovação, na época, a cúpula do clube presidido por Alexandre Campello reajustou o salário do jogador em cerca de 20% (de cerca de R$ 100 mil para R$ 120 mil) e elevou a multa rescisória para um valor na casa dos R$ 20 milhões, o que ajudaria o início de 2019 no lado financeiro em São Januário.

O Vasco, vale destacar, tem 60% dos direitos de Yago Pikachu. Ao ser contratado pelo Cruz-Maltino no início de 2016, o pokémon cruz-maltino tinha sido destaque do Paysandu (PA) e era considerado uma aposta do clube. Os anos se passaram e o jogador, hoje com 26 anos, vem desempenhando papel fundamental na equipe comandada pelo técnico Alberto Valentim. O último jogo neste 2018 foi diante do Palmeiras, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, quando acabou expulso.

Em momento iluminado na carreira, assim como quando o personagem do desenho que leva o seu apelido ilumina com os choques elétricos, Yago Pikachu caiu nas graças da torcida. Os torcedores mirins do Vasco provam este afeto a cada jogo, sendo um dos mais concorridos do elenco para as entradas nos campos antes dos inícios das partidas - dividindo o posto atualmente com o atacante Maxi López. É um dos mais assediados também para autógrafos e pedidos de fotografias.

- Realmente é o meu melhor momento falando de números. Esse momento está sendo maravilhoso, e trabalho em cima disso para que possa durar mais tempo. Fico feliz por tudo isso, mas não sou só eu, todos os companheiros também contribuem. Quando estava no Paysandu também tinha esse carinho muito grande, principalmente por conta do desenho. Quando cheguei, o Nenê era referência do time e torcida. Ele chamava atenção pelo que demonstrava dentro de campo. Agora, fazendo gols e aparecendo, a criançada chega mais e eu fico feliz. Realmente, o apelido pesa, traz a criança pro meu lado - afirmou Pikachu recentemente.

Os números artilheiros de Yago Pikachu nesta temporada, aliado com o trabalho feito durante a carreira, fazem o jogador cada vez mais forte no cenário do futebol brasileiro. Neste ano, 19 gols em 59 jogos - situação que não é parecida com os dois anos anteriores no Vasco (em 2017 foram cinco gols em 40 jogos e em 2016, quatro gols em 46 duelos). Mas muito semelhante ao que o meia viveu no Paysandu enquanto esteve por lá: 2015 foram 20 gols em 59 jogos, 2014 15 gols em 54, 2013 15 gols em 60 e em 2012, 12 gols em 40 partidas.

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