Jorge Salgado - Vasco

Jorge Salgado está cada vez mais pressionado no cargo de presidente do Vasco (Foto: Rafael Ribeiro / Vasco)

Felippe Rocha
18/01/2022
22:42
Rio de Janeiro (RJ)

A informação sobre a saída de Lucão do Vasco sem que o jogador gerasse lucro imediato algum ao clube causou um rebuliço em São Januário. Tanto que o gerente de futebol, Carlos Brazil, foi a público nesta terça-feira para justificar o negócio. Mas os efeitos políticos sobre o presidente cruz-maltino, Jorge Salgado, são sentidos cada vez mais.

O vexatório desempenho do futebol vascaíno no ano passado já havia resultado em críticas sonoras de diferentes lados do clube. Tanto a oposição no Conselho Deliberativo, representada por Julio Brant e a chapa Sempre Vasco; quanto o opositor externo mais destacado: Luiz Roberto Leven Siano; e mesmo apoios da época da eleição começam a se esvair.

Antes da apresentação de Luis Cangá como jogador do Vasco, Brazil justificou a negociação. Para o dirigente, a dívida do clube com Lucão, a pouca perspectiva de aproveitamento e o salário que definiu como "relativamente alto" pesaram para que a saída fosse benéfica. Fora a vontade do jogador.

- Deixaríamos de pagar a dívida. O Lucão abriu mão do contrato, faltando ainda dois anos com um valor relativamente alto. Isso, evidentemente, abriria espaço para outras contratações também, e o Lucão também queria sair, queria um novo desafio - explicou o dirigente.

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O Vasco entende que estar num clube em curva ascendente na primeira divisão poderá valorizar o goleiro de 20 anos. E o clube poderá, em até dois anos, vender 20% dos direitos econômicos, que seguem atrelados ao Cruz-Maltino. E manterá outros acreditando numa venda futura para um terceiro clube, brasileiro ou estrangeiro.

- Temos acesso a relatórios, planilhas, dados, metas, estatísticas, números que a grande maioria que está do lado de fora não tem. Entende como o melhor para o clube - finalizou Brazil.