Jorge Salgado

Jorge Salgado foi o vencedor da eleição disputada no dia 14 de novembro (Reprodução / Twitter Jorge Salgado)

Felippe Rocha
22/01/2021
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Foi marcada para esta sexta-feira, em convocação de Alexandre Campello, a posse do sucessor, Jorge Salgado, eleito em 14 de novembro do ano passado. Chega ao fim um mandato turbulento, cuja história foi resumida por este LANCE! no último sábado, e começa um novo período em São Januário. A partir das 19h30, na Sede Náutica do clube, na Lagoa. Mas tudo isso em tese.

A teoria tem prática ameaçada pelo motivo de sempre: as divergências políticas do clube cruz-maltino. Luiz Roberto Leven Siano, candidato mais votado na eleição invalidada pela Justiça, e apoiadores da chapa tentam reverter o resultado em diferentes instâncias.

Paralelamente, e de grande relevância, o atual presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, havia convocado a posse de Salgado para a próxima segunda-feira. Ocorre que tal data, na visão de Campello e outros, infringe o estatuto do clube. Por isso ele, Campello, fez a nova convocação.

O vice-presidente do Deliberativo, Sérgio Romay, entende que o ofício de convocação é irregular, conforme reportagem do Uol desta quinta-feira. Afirma também que a posse seria nula, desta forma. Deste modo, as eternas divergências políticas do Vasco se mantêm. E assim deve ser ao longo da gestão de Jorge Salgado.

-> Confira a tabela do Campeonato Brasileiro

Leven Siano não estará no Conselho Deliberativo - ele abriu mão de concorrer no segundo pleito ocorrido, e Julio Brant e sua Sempre Vasco é quem vão compor o conselho. Mesmo assim, a expectativa é de forte oposição, mesmo que mais nas redes sociais do que no dia a dia do clube.

Jorge Salgado herda um clube com salários atrasados. Estruturalmente, um centro de treinamentos próprio está em uso e tem mais edificações a serem erguidas. O CT de Caxias teve bandeira hasteada esta semana, e também a ele será dado seguimento. O mesmo vale para o projeto de reforma e modernização do estádio de São Januário.

Elas terão Pedro Seixas, que já estava na diretoria de Campello, como o vice-presidente à frente. Na pasta de finanças, Adriano Mendes, que foi da gestão que está terminando até o início do ano passado. E pouco mais que isso deve ter continuidade. A tendência é de que, silenciosamente, haja mudanças mil.

No futebol e noutros departamentos, quadros novos chegam para a rotina vascaína. Mas a tranquilidade e o tamanho do montante financeiro para fazer o Vasco crescer vão depender do desempenho do time principal, na corrente luta contra o rebaixamento, e da capacidade de lidarem com a pressão das oposições.