Montagem - Vasco

Lideranças do Vasco ganham importância no trabalho de auxiliar Ramon (Rafael Ribeiro/Vasco)

Fernanda Teixeira
09/09/2020
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Uma das características mais notórias do trabalho do técnico Ramon Menezes no Vasco é o resgate da confiança e do orgulho de representar a camisa cruz-maltina. E nessa tarefa o treinador não está só. Nomes experientes do elenco como Fernando Miguel, Leandro Castan, Yago Pikachu e Fellipe Bastos se consolidam como lideranças no "Ramonismo", em especial junto aos jogadores mais jovens ou recém-chegados. 

Nas declarações em entrevistas ou à TV do clube, os atletas que têm menos de 25 anos ou estreantes como Marcelo Alves, Ygor Catatau, Ricardo Graça, Miranda e Neto Borges costumam citar a importância das orientações recebidas em campo ou nos vestiários pelos companheiros. 

– Busco passar um pouco da experiência que eu tenho de dez anos de Vasco, entre idas e vindas. Cheguei com 20 e anos e hoje com 30 anos posso dizer que vivi muitas coisas aqui. Tento deixá-los bem tranquilos para jogarem o futebol deles. Dentro de campo sou um dos mais chatos, cobro bastante porque quanto mais vitórias conquistarmos, mais teremos benefícios, entre eles a confiança. Costumo dizer que quando se tem a confiança é preciso se agarrar a ela porque é ela que vai nos levar a lugares que nunca imaginamos. Também quero ser visto como um cara que eles podem desabafar, perguntar – disse Felipe Bastos, em entrevista à Vasco Tv, na última terça-feira, antes de completar:

– Eu amadureci bastante na minha carreira. Lá atrás, quando jogava bem, ficava empolgado com os elogios e quando jogava mal, me abatia com as críticas. Isso prejudicava o meu rendimento, mas agora sei gerir isso melhor. Conquistei títulos que me deram confiança. Tudo isso me deu uma bagagem para que eu possa ser uma referência para os mais jovens. Quando cheguei no Vasco, jogadores como Felipe, Pedrinho, Fernando Prass, Juninho e Diego Souza conversavam bastante comigo e aprendia muito com eles. O Luizão, quando joguei no Benfica, se tornou outra referência minha como liderança. Pego todas essas experiências e tento passar para frente. Tem acontecido de uma maneira natural e eles têm aceitado bem. 

Além de Bastos, o capitão Leandro Castan, de 33 anos, é outro que pode ser visto com frequência dando orientações no gramado e incentivando o grupo. Contratado em 2018 após um período atuando no futebol italiano, Castan se tornou rapidamente uma das referências do elenco cruz-maltino e tem uma história de vida pessoal de superação por ter vencido um tumor no cérebro. Na única derrota da equipe, para o Fluminense, foi quem se apresentou para dar explicações aos jornalistas. 

Na ausência dele, quem assumiu a braçadeira foi o lateral Yago Pikachu, o jogador do elenco que mais disputou partidas pelo Vasco no Século XXI (224), além de lateral com mais gols da história do Gigante da Colina. Artilheiro da equipe nas duas últimas temporadas está no clube desde 2016 e já viveu altos e baixos em São Januário.

Outra liderança da equipe é o goleiro Fernando Miguel, de 35 anos. O camisa 1 é visto com frequência fazendo discursos motivacionais nos vídeos de bastidores divulgados pelo clube, seja nas vitórias ou derrotas. No Vasco há duas temporadas, assumiu a titularidade na reta final do Brasileirão de 2018 e ganhou ainda mais a confiança dos mais jovens no bom início de Brasileirão desse ano.

O próximo teste das lideranças cruz-maltinas e do "Ramonismo" será na quinta-feira, quando o Vasco recebe o Atlético-GO, em São Januário, às 21h (de Brasília). A partida é válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro e uma vitória pode colocar o time de volta ao topo da tabela, a depender da combinação de resultados. ​